{"id":949,"date":"2018-10-30T20:13:05","date_gmt":"2018-10-30T23:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.admethics.com\/?p=949"},"modified":"2021-02-23T21:03:20","modified_gmt":"2021-02-24T00:03:20","slug":"happiness-empathy-and-social-selfishness-reflections-on-moral-conduct-in-utilitarianism","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/happiness-empathy-and-social-selfishness-reflections-on-moral-conduct-in-utilitarianism\/2018\/","title":{"rendered":"Felicidade, empatia e ego\u00edsmo social: reflex\u00f5es sobre a conduta moral no Utilitarismo"},"content":{"rendered":"<p>No pensamento utilit\u00e1rio, a defini\u00e7\u00e3o de moralidade derivar\u00e1 necessariamente da<br \/>\narticula\u00e7\u00e3o entre sensibilidade e racionalidade. A agrega\u00e7\u00e3o mais imediata \u00e9 com o<br \/>\nmodelo hobbesiano, onde dor e prazer s\u00e3o caracter\u00edsticas determinantes da cogni\u00e7\u00e3o. A<br \/>\nconcep\u00e7\u00e3o de Bentham estabelece que a natureza colocou a humanidade sob dominio de<br \/>\ndois senhores soberanos: a dor e o prazer. Somente a estes cabe indicar o que devemos<br \/>\nfazer, e igualmente determinar o que de fato faremos (BENTHAM, 1979).<\/p>\n<p>Seguindo esse vi\u00e9s, Mill acrescenta que o fundamento moral da Utilidade &#8211; tamb\u00e9m<br \/>\ndescrito como grande princ\u00edpio da Felicidade &#8211; sustenta que as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o corretas na<br \/>\npropor\u00e7\u00e3o em que tendem a promover a felicidade, e da mesma forma, erradas \u00e0 partir<br \/>\ndo momento em que tendem a produzir o oposto da felicidade, pois \u201catrav\u00e9s da<br \/>\nfelicidade pretende-se o prazer e a aus\u00eancia de dor; por infelicidade, dor e priva\u00e7\u00e3o do<br \/>\nprazer\u201d (MILL, 2007). Mill acrescenta, portanto, que para se ter no\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o moral<br \/>\nestabelecido pela teoria, \u00e9 preciso se aprofundar nas concep\u00e7\u00f5es de dor e prazer, e at\u00e9<br \/>\nonde estas s\u00e3o \u201cquest\u00f5es abertas\u201d.<\/p>\n<p>Mill enfatiza que os prazeres de um animal n\u00e3o satisfazem as concep\u00e7\u00f5es de felicidade<br \/>\nde um ser humano. Uma vez que os humanos possuem faculdades mais elevadas do que<br \/>\no apetite dos animais, ressaltando ainda a exist\u00eancia da superioridade dos prazeres<br \/>\nmentais sobre os prazeres f\u00edsicos, uma vez que os primeiros tem maior perman\u00eancia,<br \/>\nseguran\u00e7a e menor custo (MILL, 2007). \u00c9 admiss\u00edvel afirmar que no utilitarismo<br \/>\nexistem diferentes tipos de prazeres que sejam mais valiosos e desej\u00e1veis que os outros:<br \/>\n\u201cde dois prazeres, se houver um que todos experimentaram de ambos e d\u00e3o uma<br \/>\nprefer\u00eancia clara, independentemente de qualquer sentimento de obriga\u00e7\u00e3o moral para<br \/>\npreferi-lo, este ser\u00e1 o prazer mais desej\u00e1vel\u201d (MILL,2007).<\/p>\n<p>Mill continua por\u00e9m, numa dimens\u00e3o mais profunda do senso de felicidade e busca pelo<br \/>\nprazer quando assente que um ser de faculdades superiores requer mais para ser feliz,<br \/>\nsendo esse mesmo capaz do mais intenso sofrimento, recusando-se a afundar naquilo<br \/>\nque acredita ser um n\u00edvel inferior de sua exist\u00eancia. Nesse momento, acredito que Mill<br \/>\nesteja se referindo \u00e0 uma felicidade como fim, n\u00e3o embasada na busca superficial e<br \/>\nmoment\u00e2nea de uma felicidade que se resume no puro prazer. Esse ser de faculdades<br \/>\nsuperiores \u00e9 capaz de suportar uma dor &#8211; mesmo que pare\u00e7a contradit\u00f3rio &#8211; para alcan\u00e7ar<br \/>\num fim maior que permite uma felicidade perene, o alcance da plenitude pessoal. A<br \/>\ndesigna\u00e7\u00e3o mais apropriada desse ser \u00e9 o senso de dignidade.<\/p>\n<p>Homens com fraqueza de car\u00e1ter, diz Mill, geralmente escolhem o bem mais pr\u00f3ximo,<br \/>\nmesmo sabendo que este \u00e9 menos valioso. Acrescenta o autor que:<\/p>\n<blockquote><p>\u201ca capacidade para sentimentos mais nobre, \u00e9 na maioria das naturezas, uma<br \/>\nplanta muito fr\u00e1gil que facilmente morre n\u00e3o apenas pelas influ\u00eancias hostis,<br \/>\nmas definha pela mera falta de alimento; e na maioria dos jovens ela<br \/>\nrapidamente definha se as ocupa\u00e7\u00f5es a que suas posi\u00e7\u00f5es na vida<br \/>\ndevotaram e a sociedade na qual ela os lan\u00e7ou n\u00e3o forem favor\u00e1veis para<br \/>\nmanter em exerc\u00edcio essa capacidade superior.<\/p><\/blockquote>\n<p>O prop\u00f3sito da teoria utilitarista n\u00e3o \u00e9 o fim da felicidade do pr\u00f3prio agente mas a<br \/>\nquantidade maior da felicidade conjunta, por\u00e9m, o indiv\u00edduo de car\u00e1ter nobre, \u00e9 capaz<br \/>\nde abdicar de sua felicidade pr\u00f3pria em virtude da felicidade conjunta, onde ele \u00e9 capaz<br \/>\nde fazer outras pessoas felizes. \u201cO mundo em geral ganha imensamente com ele\u201d<br \/>\n(MILL, 2007). O fil\u00f3sofo ent\u00e3o acresce que o ego\u00edsmo \u00e9 a principal causa que torna a<br \/>\nvida insatisfat\u00f3ria, seguido da falta de desenvolvimento intelectual. O autor ataca o<\/p>\n<p>ego\u00edsmo e atribui a ele pessoas que est\u00e3o preocupadas apenas com sua \u201cindividualidade<br \/>\nmiser\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O autor reflete escrevendo que:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cem um mundo onde h\u00e1 tanto pelo que se interessar, tanto para apreciar, e<br \/>\ntanto tamb\u00e9m para corrigir e melhorar, todos que tem esta quantidade<br \/>\nmoderada de requisitos morais e intelectuais ser\u00e3o capazes, por assim dizer,<br \/>\nde ter uma vida invej\u00e1vel; e , a menos que a tal pessoa, atrav\u00e9s de m\u00e1s leis ou<br \/>\nsujei\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de outros, seja negada a liberdade de usar as fontes de<br \/>\nfelicidade ao seu alcance, ela n\u00e3o fracassar\u00e1 em encontrar essa exist\u00eancia<br \/>\ninvej\u00e1vel se sobreviver aos males ineg\u00e1veis da vida, as grandes fontes de<br \/>\nsofrimento f\u00edsico e mental\u201d (MILL, 2007).<\/p><\/blockquote>\n<p>Mais adiante Mill afirma ser a virtude melhor que a felicidade, assertando que existe<br \/>\nhonra naquele que renuncia ao pr\u00f3prio prazer em raz\u00e3o de aumentar a quantidade da<br \/>\nfelicidade no mundo. \u201cA moralidade utilitarista reconhece nos seres humanos o poder<br \/>\nde sacrificar seu bem maior pelo bem de outros\u201d.<\/p>\n<p>Nesse momento da leitura, foi necess\u00e1rio uma pausa para uma pondera\u00e7\u00e3o que \u00e0 muito<br \/>\nvem me inquietando. Chamo essa atitude citada no par\u00e1grafo acima de altru\u00edsmo, indo<br \/>\nmais al\u00e9m, de empatia. Altru\u00edsmo porque somente o ser humano que se preocupa com o<br \/>\noutro e apresenta um amor desinteressando \u00e9 capaz de sacrificar-se em virtude do outro.<br \/>\nEmpatia porque esta \u00e9 a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imagina\u00e7\u00e3o,<br \/>\ncompreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreens\u00e3o para guiar<br \/>\nas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es. A empatia pode ser brevemente resumida como \u201cfa\u00e7a para os outros o<br \/>\nque gostaria que fizessem para voc\u00ea\u201d. Isso sup\u00f5e que seus pr\u00f3prios interesses coincidem<br \/>\ncom os interesses do outro (KRNARIC, 2015).<\/p>\n<p>Considero empatia uma caracter\u00edstica extremamente necess\u00e1ria nos dias de hoje, onde o<br \/>\nindividualismo e ego\u00edsmo s\u00e3o tidos quase que como necess\u00e1rios, eu prefiro analisar as<br \/>\nsitua\u00e7\u00f5es de uma outra perspectiva: me colocando no lugar das pessoas que por elas s\u00e3o<br \/>\nenvolvidas . Esse exerc\u00edcio di\u00e1rio faz com que minha inquieta\u00e7\u00e3o ante os problemas que<br \/>\nme cercam quase me sufoquem, por\u00e9m, me fazem mais humana de forma que &#8211; mesmo<br \/>\nque dolorosamente &#8211; me coloque no lugar no outro \u00e0 fim entend\u00ea-lo e indo mais al\u00e9m,<br \/>\nobjetivando a\u00e7\u00f5es que ocasionem a mudan\u00e7a positiva.<\/p>\n<p>Infelizmente, a taxa de suic\u00eddio entre jovens no Brasil aumentou 10% desde o ano de<br \/>\n2002 na faixa et\u00e1ria dos 15 aos 29 anos (BBC NEWS, 2017) . N\u00e3o existe uma \u00fanica<br \/>\nraz\u00e3o para isso, contudo o aumento da depress\u00e3o entre os mais jovens, o transtorno de<br \/>\nansiedade &#8211; onde, de acordo com o a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, o Brasil lidera o<br \/>\nranking mundial &#8211; s\u00e3o apenas alguns sintomas que refletem uma sociedade doente.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (2018), no mundo, mais de 800 mil pessoas tiram a<br \/>\npr\u00f3pria vida por ano. No Brasil, 11 mil delas cometem suic\u00eddio, sendo a terceira maior<br \/>\ncausa de morte entre homens de 15 a 29 anos de idade, a quarta maior causa de morte<br \/>\nentre os 15 e 29 anos e oitava maior causa de morte entre mulheres dos 15 aos 29 anos<br \/>\n(SISTEMA DE INFORMA\u00c7\u00d5ES SOBRE MORTALIDADE, 2017). \u00c9 dif\u00edcil ainda<br \/>\ncompreender o que leva jovens e at\u00e9 mesmo crian\u00e7as a tentar cometer suic\u00eddio; o que<br \/>\nexiste s\u00e3o hip\u00f3teses: sentimento de abandono, experi\u00eancia de abusos f\u00edsicos ou sexuais,<br \/>\na desorganiza\u00e7\u00e3o familiar, desajustamento na escola ou em casa e a desesperan\u00e7a em<br \/>\nrela\u00e7\u00e3o ao futuro. O bullying tamb\u00e9m aparece como um motivador e incorre o risco de<br \/>\ntirar a pr\u00f3pria vida (ZERO HORA, 2016).<\/p>\n<p>Tais dados poderiam ser ainda mais profundamente analisados, mas esse \u00e9 apenas um<br \/>\nsinal da fragilidade social que estamos vivenciando. Temos pessoas cada vez mais<br \/>\nfragilizadas, temos uma sociedade individualista, concentrada em suprimir suas pr\u00f3prias<br \/>\nexpectativas. Temos pessoas sofrendo, e em consequ\u00eancia da deriva\u00e7\u00e3o do ego\u00edsmo<br \/>\nsocial, temos pessoas focadas na pr\u00f3pria felicidade, incapazes de pensar que tamb\u00e9m \u00e9<br \/>\nfeliz quem pensa no outro, e sobretudo se coloca no lugar dele.<\/p>\n<p>O utilitarismo talvez seja vi\u00e1vel para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas; como conduta<br \/>\nmoral para a nossa sociedade, fragilizada pelo individualismo, \u00e9 necess\u00e1rio primeiro<br \/>\npensar em valores e virtudes num n\u00edvel pessoal, pois somente quando cada indiv\u00edduo for<br \/>\ncapaz de amar o outro como a si mesmo \u00e9 que o utilitarismo moral come\u00e7ar\u00e1 a ser \u00fatil a<br \/>\nfim de alinhar interesses e perspectivas t\u00e3o diversas, que hoje, infelizmente, n\u00e3o tem<br \/>\nencontrado um ponto em comum.<\/p>\n<h4><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n<p>BBC NEWS. <strong>Crescimento Constante<\/strong>: taxa de suic\u00eddio entre jovens sobe 10% desde<br \/>\n2002. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-39672513&gt;. Acesso 01\/10\/2018<\/p>\n<p>BENTHAM, J. Uma Introdu\u00e7\u00e3o aos Princ\u00edpios da Moral e da Legisla\u00e7\u00e3o. In: <strong>Jeremy<\/strong><br \/>\n<strong>Bentham. Cole\u00e7\u00e3o os Pensadores<\/strong>. S\u00e3o Paulo, Abril Cultural, 1979.<\/p>\n<p>MILL, S. O que \u00e9 o utilitarismo? In: MILL, S. <strong>Utilitarismo.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Escala, 2007.<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE. <strong>Setembro Amarelo<\/strong>: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7a agenda<br \/>\nestrat\u00e9gica de preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/portalarquivos.saude.gov.br\/images\/pdf\/2017\/setembro\/21\/Coletiva-suicidio-21- 09.pdf&gt;. Acesso 01\/10\/2018.<\/p>\n<p>Krznaric, R. <strong>O poder da empatia<\/strong>: a arte de se colocar no lugar do outro para<br \/>\ntransformar o mundo\/Roman Krznaric; tradu\u00e7\u00e3o Maria Luiza X. de A. Borges. \u2013 1.ed. \u2013<br \/>\nRio de Janeiro: Zahar, 2005.<\/p>\n<p>ZERO HORA. <strong>Suic\u00eddio na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia<\/strong>: \u00e9 preciso romper o sil\u00eancio.<br \/>\nDispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/zerohora.atavist.com\/suicidioemtenraidade&gt;. Acesso em 01\/10\/2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pensamento utilit\u00e1rio, a defini\u00e7\u00e3o de moralidade derivar\u00e1 necessariamente da articula\u00e7\u00e3o entre sensibilidade e racionalidade. A agrega\u00e7\u00e3o mais imediata \u00e9 com o modelo hobbesiano, onde dor e prazer s\u00e3o caracter\u00edsticas determinantes da cogni\u00e7\u00e3o. A concep\u00e7\u00e3o de Bentham estabelece que a natureza colocou a humanidade sob dominio de dois senhores soberanos: a dor e o prazer. 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