{"id":5272,"date":"2026-02-12T04:09:33","date_gmt":"2026-02-12T07:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=5272"},"modified":"2026-02-12T04:11:20","modified_gmt":"2026-02-12T07:11:20","slug":"the-ethical-man-of-time-and-the-challenges-of-modernity","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/the-ethical-man-of-time-and-the-challenges-of-modernity\/2026\/","title":{"rendered":"O Homem \u00c9tico Temporal e os Desafios da Modernidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Bruno Trindade<\/p>\n\n\n\n<p>O homem \u00e9 sempre fim ou pode ser tratado como meio? Quero, com limitada abrang\u00eancia, defender que a dignidade do homem n\u00e3o permite que ele seja utilizado como meio. Al\u00e9m disso, espero apresentar e analisar um fator que promove o rebaixamento social e pr\u00e1tico da qualidade ontol\u00f3gica do homem.<\/p>\n\n\n\n<p>Para essa tarefa utilizarei tr\u00eas teorias\/conceitos de tr\u00eas autores que, aparentemente, pouco dialogam. S\u00e3o eles: <strong>Leonardo Polo<\/strong>, <strong>Michael Sandel<\/strong> e <strong>Gilles Deleuze<\/strong>. A primeira parte ser\u00e1 relativa \u00e0 \u00e9tica apresentada por Polo; ap\u00f3s isso, analisaremos como o dinheiro e a sociedade do controle podem subverter e impossibilitar a \u00e9tica temporal aos moldes de Polo. Tentaremos, tamb\u00e9m, produzir correla\u00e7\u00f5es preliminares com as organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Polo, aliando-se \u00e0 \u00e9tica das virtudes, encontra na exist\u00eancia e \u00e9tica humana uma raiz teleol\u00f3gica, ou seja, um fim para o qual o homem naturalmente tende e pelo qual as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o justificadas. O autor introduz o homem como um ser essencialmente temporal e, por assim ser, deve usar o tempo a seu favor em busca do florescimento e do <em>telos<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desta antropologia, compreendemos que as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o boas e corretas se aproximam o homem do seu ideal de <em>spoudaios<\/em>. Como o homem vive necessariamente no tempo, a \u00e9tica \u00e9 o \u201cn\u00e3o perder tempo\u201d, ou seja, o bem lidar com as atividades, contextos e fortunas temporalmente localizadas, com a perspectiva de perfectibilidade teleol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Polo fala tamb\u00e9m da \u00e9tica como um refor\u00e7o para tend\u00eancias naturais que se movem em dire\u00e7\u00e3o ao florescimento humano: viver eticamente \u00e9 crescer.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cUm ser vivo que cresce n\u00e3o perde tempo, mas usa o tempo a seu favor\u201d (Polo, 2025).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por fim, em vista da continua\u00e7\u00e3o do meu argumento, devo salientar as premissas mais relevantes:<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"1\" class=\"wp-block-list\">\n<li>Ser \u00e9tico \u00e9 utilizar bem o tempo;<\/li>\n\n\n\n<li>Utilizar bem o tempo \u00e9 crescer como homem;<\/li>\n\n\n\n<li>Crescer como homem \u00e9 aproximar-se da perfectibilidade;<\/li>\n\n\n\n<li>Para isso, o homem \u00e9 sempre fim e nunca meio.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Consequentemente, todas as a\u00e7\u00f5es individuais ou sociais que diminuam a dignidade e suas faculdades s\u00e3o m\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece evidente que a sociedade contempor\u00e2nea n\u00e3o possui, amplamente, esse ideal de \u00e9tica. As causas disso s\u00e3o de diversos \u00e2mbitos e muito variadas; por\u00e9m, quero chamar a aten\u00e7\u00e3o para a perspicaz an\u00e1lise de Michael Sandel sobre o poder subversivo da l\u00f3gica do dinheiro sobre valores socialmente constitu\u00eddos, que entendo essenciais para o florescimento humano.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado possui um modo de ser pr\u00f3prio, com seus mecanismos e estruturas. Dentre as caracter\u00edsticas not\u00e1veis temos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Igualar utilidade com demanda\u00b9;<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia de valora\u00e7\u00e3o no c\u00e1lculo monet\u00e1rio;<\/li>\n\n\n\n<li>Tend\u00eancia \u00e0 maximiza\u00e7\u00e3o de lucros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essa l\u00f3gica funciona muito bem em um ambiente limitado e pr\u00f3prio. O que Sandel chama a aten\u00e7\u00e3o na sua obra \u00e9 para os ambientes valorativamente independentes da l\u00f3gica mercantil que s\u00e3o &#8220;infectados&#8221; por ela e sobrepujados para uma estrutura estranha aos seus valores pr\u00f3prios e intrincados \u00e0 pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, a racionalidade da exist\u00eancia da \u201cfila\u201d \u00e9 simples e conhecida por todos: igualdade e justi\u00e7a por meio de uma ordem de chegada, salvo em casos preferenciais. Sandel apresenta locais, como a Disney e outros parques de divers\u00e3o, em que \u00e9 poss\u00edvel comprar um passe \u201cfura a fila\u201d. Portanto, a institui\u00e7\u00e3o \u201cfila\u201d perde completamente o seu valor de equanimidade social, em que cada um era tratado de modo igualit\u00e1rio. A l\u00f3gica de mercado, como no caso da fila, destr\u00f3i o valor antes cultivado e insere a racionalidade da oferta e da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>O que quero conotar com a elabora\u00e7\u00e3o de Sandel? Quero, simplesmente, apresentar como a l\u00f3gica de mercado \u00e9, por vezes, prejudicial para valores relevantes para o florescimento humano \u2014 como a justi\u00e7a, solidariedade e honra \u2014 e \u00e9 sempre insens\u00edvel ao <em>telos<\/em> do homem, uma vez que reage a somente um incentivo: o da maximiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Sandel ainda vai mais fundo e iguala o mercado a uma estrutura que se utiliza dos pecados humanos, o que pode parecer forte, mas n\u00e3o \u00e9 novidade para aqueles que estudam marketing.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, para o homem com uma estrutura \u00e9tica temporal, inflamar-se com a racionalidade do mercado \u00e9 muito mal\u00e9fico em vista da busca de bem utilizar o tempo para crescer e desenvolver as faculdades humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo que podemos observar a sociedade ocidental contempor\u00e2nea pela predomin\u00e2ncia cada vez maior da racionalidade de mercado, \u00e9 poss\u00edvel, por outra \u00f3tica complementar, descrever a sociedade ao modo de Deleuze, ou seja, pautada pelo controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Para melhor compreender as sociedades de controle, \u00e9 ben\u00e9fico compar\u00e1-las com as sociedades que as antecederam: as <strong>sociedades disciplinares<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sociedades Disciplinares:<\/strong> Caracterizadas pela disciplina de a\u00e7\u00f5es, modos, vestimentas e linguagem. As fronteiras entre as atividades eram muito bem delimitadas. O homem era um produtor de energia descont\u00ednua (trabalhava no ambiente apropriado e parava quando se movia para outro ambiente, como da f\u00e1brica para a casa). O controle era dado por ordens, leis e coer\u00e7\u00e3o. A institui\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia \u00e9 a pris\u00e3o, inspirando escolas, ex\u00e9rcitos e f\u00e1bricas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sociedades de Controle:<\/strong> Longe de buscar enfraquecer o poder sobre o homem, possui outro modo de agir, mais subjetivo, simb\u00f3lico e efetivo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Deleuze diz que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO homem da disciplina era um produtor descont\u00ednuo de energia, mas o homem do controle \u00e9 antes ondulat\u00f3rio, funcionando em \u00f3rbita, num feixe cont\u00ednuo. Por toda parte o surf j\u00e1 substituiu os antigos esportes\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto, o homem inserido em uma sociedade de controle est\u00e1 em uma estrutura social temporal pr\u00f3pria, em que h\u00e1 pouca limita\u00e7\u00e3o entre as atividades, o esfor\u00e7o \u00e9 cont\u00ednuo e a competitividade acachapante. A velocidade e a ordena\u00e7\u00e3o das atividades ocorrem de maneira diferenciada, o que \u00e9 relevante e central para o homem como ser temporal e \u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sociedade de controle \u2013 assim como nos apresenta Charles Taylor \u2013 uma vari\u00e1vel importante \u00e9 a supervaloriza\u00e7\u00e3o da autenticidade e individualidade. Isso, aparentemente, parece contrastar com o controle; no entanto, o homem \u00e9 utilizado como um meio dentro de uma l\u00f3gica de produtividade e vendas. Assim nos apresenta Deleuze quando discorre sobre a diferen\u00e7a da f\u00e1brica para a empresa:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cMas numa sociedade de controle a empresa substituiu a f\u00e1brica, e a empresa \u00e9 uma alma, um g\u00e1s. Sem d\u00favida a f\u00e1brica j\u00e1 conhecia o sistema de pr\u00eamios, mas a empresa se esfor\u00e7a mais profundamente em impor uma modula\u00e7\u00e3o para cada sal\u00e1rio, num estado de perp\u00e9tua metaestabilidade, que passa por desafios, concursos e col\u00f3quios extremamente c\u00f4micos. Se os jogos de televis\u00e3o mais idiotas t\u00eam tanto sucesso \u00e9 porque exprimem adequadamente a situa\u00e7\u00e3o de empresa. A f\u00e1brica constitu\u00eda os indiv\u00edduos em um s\u00f3 corpo, para a dupla vantagem do patronato que vigiava cada elemento na massa, e dos sindicatos que mobilizavam uma massa de resist\u00eancia; mas a empresa introduz o tempo todo uma rivalidade inexpi\u00e1vel como s\u00e3 emula\u00e7\u00e3o, excelente motiva\u00e7\u00e3o que contrap\u00f5e os indiv\u00edduos entre si e atravessa cada um, dividindo-o em si mesmo. O princ\u00edpio modulador do \u2018sal\u00e1rio por m\u00e9rito\u2019 tenta a pr\u00f3pria Educa\u00e7\u00e3o nacional: com efeito, assim como a empresa substitui a f\u00e1brica, a forma\u00e7\u00e3o permanente tende a substituir a escola, e o controle cont\u00ednuo substitui o exame. Este \u00e9 o meio mais garantido de entregar a escola \u00e0 empresa\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O que quero destacar da formula\u00e7\u00e3o da sociedade de controle \u00e9 o car\u00e1ter alienador que ela pode promover no homem. O homem alienado \u00e9 aquele que age sem conhecimento dos seus fins. Dentro da perspectiva da sociedade do controle, \u00e9 f\u00e1cil observar como \u00e9 poss\u00edvel ao homem integrar valores da l\u00f3gica de mercado e do controle de modo acr\u00edtico, pensando serem valores seus, julgados e refletidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9tica temporal, \u00e9 evidente que o homem deve possuir conhecimento do seu ambiente e de suas motiva\u00e7\u00f5es para a a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos fins perseguidos; pois \u00e9 inveross\u00edmil que o indiv\u00edduo possa bem utilizar o tempo para crescimento em busca de um florescimento se n\u00e3o possui consci\u00eancia e intencionalidade na <em>pr\u00e1xis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a l\u00f3gica de mercado e a sociedade de controle possuem estruturas que impossibilitam, para aqueles que agem em conformidade a elas, pensar no homem como fim e n\u00e3o como meio. Tanto a l\u00f3gica de mercado como a sociedade de controle possuem a tend\u00eancia de desencantar o mundo, n\u00e3o no sentido fantasioso, mas na perda gradual das distin\u00e7\u00f5es qualitativas entre superior e inferior, entre homem e objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o quero, de modo algum, indicar solu\u00e7\u00f5es para quest\u00f5es t\u00e3o complexas. No entanto, me parece claro que o tempo vivido (<em>Kair\u00f3s<\/em>) est\u00e1 mais veloz e fugitivo. Por isso, o homem precisa de algum modo desacelerar para conseguir pensar, refletir e deliberar sobre as pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cNunca est\u00e1 algu\u00e9m mais ativo do que quando nada faz; nunca ningu\u00e9m est\u00e1 menos s\u00f3 do que quando est\u00e1 consigo mesmo.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Cat\u00e3o, o Censor.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong><em>Notas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00b9 <em>Jouvenel, em seu livro sobre o poder, apresenta essa ideia como uma das fal\u00e1cias do mercado, uma vez que a utilidade n\u00e3o pode ser equalizada com a demanda, pois a demanda pura n\u00e3o tem distin\u00e7\u00e3o valorativa.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bruno Trindade O homem \u00e9 sempre fim ou pode ser tratado como meio? 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