{"id":5074,"date":"2025-03-19T08:00:00","date_gmt":"2025-03-19T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=5074"},"modified":"2025-04-30T22:59:52","modified_gmt":"2025-05-01T01:59:52","slug":"about-arete-and-administration-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/about-arete-and-administration-i\/2025\/","title":{"rendered":"Sobre Aret\u00e9 e Administra\u00e7\u00e3o (I)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Ariston Azevedo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Paulo Grave<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente ensaio busca abrir caminho para uma reflex\u00e3o filos\u00f3fica sobre a administra\u00e7\u00e3o. Nosso pensamento j\u00e1 se encontra avan\u00e7ado em muitas linhas e \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos amarrar os pontos. Nosso texto b\u00e1sico de orienta\u00e7\u00e3o de pesquisa e estudos continua sendo \u201c<em>Proleg\u00f4menos a Toda a Administrologia Poss\u00edvel: Administra\u00e7\u00e3o &#8211; O Que \u00e9 Isto?<\/em>\u201d (Azevedo &amp; Grave, 2014), publicado na revista Organiza\u00e7\u00f5es &amp; Sociedade (<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S1984-92302014217100009\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/S1984-92302014217100009<\/a>&nbsp;). O caminho \u00e9 \u00e1rduo, sabemos, mas n\u00e3o estamos sozinhos nem andando a esmo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alcan\u00e7ar a <em>aret\u00e9<\/em>, ter <em>aret\u00e9<\/em>, significa ser capaz de atingir o mais alto grau de aperfei\u00e7oamento no exerc\u00edcio de uma atividade, o que \u00e9 o mesmo que realiz\u00e1-la em conformidade com a excel\u00eancia. Enquanto tal, ela pode ser alcan\u00e7ada em diversas esferas da vida humana. Foi justamente por essa raz\u00e3o que alguns dos mais importantes escritores gregos se referiram \u00e0 <em>aret\u00e9<\/em> como uma qualidade da intelig\u00eancia ou da <strong>alma<\/strong> (<em>psych\u00e9<\/em>) (Plat\u00e3o, <em>Prot\u00e1goras<\/em>, 322d; Arist\u00f3teles, <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<\/em>, 1098a), da <strong>sa\u00fade<\/strong> (Plat\u00e3o, <em>G\u00f3rgias<\/em>, 479b; <em>Pol\u00edtico<\/em>, 353b; Arist\u00f3teles, <em>Ret\u00f3rica<\/em>, I, 3), da <strong>beleza<\/strong> (Xenofonte, <em>Cirop\u00e9dia<\/em>, V, 1-4) e do <strong>corpo<\/strong> \u2013 especialmente no que se refere \u00e0 for\u00e7a e \u00e0 agilidade (Homero, <em>Il\u00edada<\/em>, canto XX, verso 411). Al\u00e9m disso, a <em>aret\u00e9<\/em> tamb\u00e9m podia ser atribu\u00edda ao m\u00e9rito do artes\u00e3o, do homem de Estado e do cidad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o especulativa sobre os modos de vida que remonta aos primeiros fil\u00f3sofos gregos. Ao que parece, foi Pit\u00e1goras quem primeiro utilizou os termos \u201cfil\u00f3sofo\u201d e \u201cfilosofia\u201d, quando indagado por L\u00e9on de Fliunte sobre qual arte mais valorizava. A essa indaga\u00e7\u00e3o, ele respondeu que de arte nada entendia, pois se considerava um \u201cfil\u00f3sofo\u201d. E tomando por analogia os jogos gregos, disse que nos grandes espet\u00e1culos ol\u00edmpicos podiam ser observados tr\u00eas tipos de homens: primeiro, aqueles que aspiravam \u00e0 fama e \u00e0 gl\u00f3ria; segundo, aqueles que ali iam com o prop\u00f3sito de vender e comprar; e, por fim, aqueles que compareciam unicamente para observar o que se fazia e como se fazia \u2013 quer dizer, iam ali para contemplar as coisas e buscar compreend\u00ea-las.&nbsp; Eis a atividade de um fil\u00f3sofo para Pit\u00e1goras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa distin\u00e7\u00e3o pitag\u00f3rica influenciaria significativamente a forma como Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles categorizariam e descreveriam os diferentes modos de vida dos homens. Em <em>Rep\u00fablica<\/em>, Plat\u00e3o distingue tr\u00eas tipos principais de indiv\u00edduos: o fil\u00f3sofo, o ambicioso e o interesseiro (<em>Rep.<\/em> IX, 581c). Cada um deles corresponde a uma das tr\u00eas faculdades da alma (<em>Rep.<\/em> IV, 439a-440e): o concupisc\u00edvel (irracional), o irasc\u00edvel e o racional. Al\u00e9m disso, a cada um desses tipos humanos associa-se uma forma de prazer (<em>Rep.<\/em> IX, 580d-583b): o primeiro est\u00e1 vinculado aos impulsos, desejos e necessidades corporais; o segundo, \u00e0 busca por poder, vit\u00f3ria e reconhecimento, sendo o elemento auxiliar da raz\u00e3o na esfera pol\u00edtica; e o terceiro, ao prazer proporcionado pela filosofia, que \u00e9 pr\u00f3prio da raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arist\u00f3teles, por sua vez, apresenta em <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<\/em> e em <em>\u00c9tica Eud\u00eamia<\/em> uma vers\u00e3o reelaborada da categoriza\u00e7\u00e3o plat\u00f4nica. No primeiro livro da <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<\/em>, ele distingue tr\u00eas modos de vida fundamentais, correspondendo a tr\u00eas fins que os homens perseguem como express\u00e3o da felicidade: a vida voluptuosa, que busca o prazer; a vida pol\u00edtica, orientada pela honra e pela virtude; e a vida contemplativa, cuja plenitude reside na sabedoria (<em>Et. Nic.<\/em> I, 5, 1096a). De forma semelhante, em <em>\u00c9tica Eud\u00eamia<\/em>, Arist\u00f3teles afirma que, para alguns, a prud\u00eancia \u00e9 o maior bem; para outros, a virtude; e, para outros ainda, o prazer (<em>Et. Eud.<\/em> I, 1, 1214a). Em outra passagem, ele especifica que a vida filos\u00f3fica se dedica \u00e0 prud\u00eancia e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o da verdade, a vida pol\u00edtica se concretiza nas nobres a\u00e7\u00f5es derivadas da virtude, e a vida de gozo realiza-se nos prazeres corporais (<em>Et. Eud.<\/em> I, 4, 1215a-b).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Arist\u00f3teles, independentemente do caminho escolhido a seguir, o homem livre, enquanto ser dotado de raz\u00e3o (nous\/logos), alcan\u00e7aria o <em>Bem<\/em> por meio do exerc\u00edcio ativo dessa raz\u00e3o, sempre em conformidade com os imperativos \u00e9ticos que orientam a excel\u00eancia (<em>aret\u00e9<\/em>). Assim, enquanto as atividades conduzidas segundo a excel\u00eancia poderiam conduzir o homem ao alcance da <em>eudaimonia<\/em> (felicidade), aquelas que se afastavam desse princ\u00edpio resultariam em sua degrada\u00e7\u00e3o (<em>Et. Nic.<\/em> 1100a 51-52). Al\u00e9m disso, as atividades desenvolvidas em conformidade com a excel\u00eancia eram as mais duradouras entre todas as fun\u00e7\u00f5es humanas, sendo as mais elevadas aquelas que ocupavam de maneira plena e cont\u00ednua a vida dos homens felizes: \u201cparece ser essa a raz\u00e3o pela qual n\u00e3o as esquecemos\u201d (<em>Et. Nic.<\/em> 1100b 6-12). Assim, conclui Arist\u00f3teles, \u201co homem feliz [&#8230;] estar\u00e1 sempre, ou pelo menos frequentemente, engajado na pr\u00e1tica ou na contempla\u00e7\u00e3o do que \u00e9 conforme \u00e0 excel\u00eancia\u201d (<em>Et. Nic.<\/em> 1100b 6-12).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De Arist\u00f3teles at\u00e9 os dias atuais, os debates sobre os modos de vida foram in\u00fameras vezes retomados, e entre os pensadores que os revisitaram est\u00e1 Hannah Arendt. Em <em>A Condi\u00e7\u00e3o Humana<\/em>, Arendt parte da tipologia aristot\u00e9lica para desenvolver sua an\u00e1lise sobre a pol\u00edtica. Em sua interpreta\u00e7\u00e3o, para que um modo de vida (<em>bios<\/em>) se constitu\u00edsse como um \u201cmodo de vida aut\u00f4nomo e autenticamente humano\u201d, era fundamental que a atividade a ele associada fosse digna de ser exercida por um homem livre. Essa exig\u00eancia fez com que nem o <em>labor<\/em> nem o <em>work<\/em> fossem considerados modos dignificantes de vida na civiliza\u00e7\u00e3o grega. Embora ambas as atividades estivessem inclu\u00eddas no que Arendt denomina <em>Vita Activa<\/em>, elas n\u00e3o eram vistas como dignas, pois n\u00e3o gozavam dos quatro atributos fundamentais da liberdade: status, inviolabilidade pessoal, autonomia econ\u00f4mica e direito de ir e vir (Arendt, 1999, p. 21). A <em>Vita Activa<\/em> era composta por tr\u00eas dimens\u00f5es: o <em>labor<\/em>, o <em>work<\/em> e a <em>a\u00e7\u00e3o<\/em>. Destas, apenas a <em>a\u00e7\u00e3o<\/em> originava um modo de vida digno de ser vivido, o <em>bios politikos<\/em>, que, juntamente com o <em>bios apolaustikos<\/em> (vida voltada ao prazer) e o <em>bios the\u014dr\u0113tikos<\/em> (vida contemplativa), compunha os tr\u00eas modos de vida fundamentais destacados por Arist\u00f3teles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses tr\u00eas modos de vida possu\u00edam em comum o fato de n\u00e3o estarem orientados para o \u201cnecess\u00e1rio\u201d nem para \u201cmeramente \u00fatil\u201d, mas para o belo. Arendt os descreve da seguinte maneira: (i) uma vida voltada para os prazeres do corpo, na qual o belo \u00e9 consumido tal como se apresenta; (ii) uma vida dedicada aos assuntos da p\u00f3lis, em que a excel\u00eancia se manifesta por meio de grandes feitos; e (iii) uma vida devotada \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o das verdades eternas, cuja beleza perene n\u00e3o pode ser produzida pela a\u00e7\u00e3o humana nem alterada pelo consumo. A cada um desses modos de vida corresponde uma atividade considerada digna de um homem livre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A felicidade n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ada por meio do desenvolvimento de qualquer atividade, mas apenas e exclusivamente por meio daquelas que estejam em conformidade com a excel\u00eancia, isto \u00e9, com a melhor e mais completa dentre todas as formas de excel\u00eancia. No entanto, \u00e9 fundamental reconhecer que a excel\u00eancia n\u00e3o se limita a um componente pessoal e autoevidente; sua conquista n\u00e3o ocorre em um contexto de isolamento, solid\u00e3o ou experi\u00eancia puramente fenomenol\u00f3gica. Pelo contr\u00e1rio, como observa Arendt, o alcance da excel\u00eancia d\u00e1-se em um contexto de pluralidade humana. Segundo a autora:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA ideia de excel\u00eancia sempre foi reservada \u00e0 esfera p\u00fablica, onde uma pessoa podia sobressair-se e distinguir-se das demais. Toda atividade realizada em p\u00fablico pode atingir uma excel\u00eancia jamais igualada na intimidade; para a excel\u00eancia, por defini\u00e7\u00e3o, h\u00e1 sempre a necessidade da presen\u00e7a de outros, e essa presen\u00e7a requer um p\u00fablico formal, constitu\u00eddo pelos pares do indiv\u00edduo&#8230;&#8221; (Arendt, 1999:58).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E complementa:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNenhuma atividade pode tornar-se excelente se o mundo n\u00e3o proporcionar espa\u00e7o para o seu exerc\u00edcio. Nem a educa\u00e7\u00e3o, nem a engenhosidade, nem o talento podem substituir os elementos constitutivos da esfera p\u00fablica, que fazem dela o local adequado para a excel\u00eancia humana.&#8221; (Arendt, 1999:59).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que est\u00e1 subjacente a essa an\u00e1lise de Arendt \u00e9 a ideia de que cada atividade humana possui um lugar adequado dentro da tessitura existencial do homem e da coletividade. Dela queremos destacar tr\u00eas pontos fundamentais, os quais nos conduzir\u00e3o a um quarto ponto como hip\u00f3tese de estudo: primeiro, a cada modo de vida corresponde uma atividade ou a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica; segundo, essa atividade ou a\u00e7\u00e3o deve, necessariamente, ser realizada em conformidade com a excel\u00eancia; e terceiro, \u00e9 imprescind\u00edvel considerar, no conjunto das rela\u00e7\u00f5es humanas, o espa\u00e7o adequado para que essa atividade ou a\u00e7\u00e3o possa ser plenamente exercida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso posto, h\u00e1 que se supor a possibilidade do alcance da <em>aret\u00e9<\/em> no exerc\u00edcio da atividade administrativa. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 a seguinte: a administra\u00e7\u00e3o, em sua revela\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u2013 isto \u00e9, ao se manifestar e ao ser reconhecida \u2013 apresenta-se como uma excel\u00eancia (<em>aret\u00e9<\/em>) humana associada a um modo espec\u00edfico de vida estando associada \u00e0 ideia de \u201cbem governar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a que modo de vida a administra\u00e7\u00e3o estaria ligada? Quais ou quais suas atividades essenciais?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exploraremos esse ponto em um pr\u00f3ximo texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARENDT, Hannah.<\/strong> <em>A condi\u00e7\u00e3o humana.<\/em> Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARENDT, Hannah.<\/strong> <em>Entre o passado e o futuro.<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Perspectiva, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARENDT, Hannah.<\/strong> <em>A dignidade da pol\u00edtica.<\/em> Rio de Janeiro: Relume-Dumar\u00e1, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARIST\u00d3TELES.<\/strong> <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco.<\/em> Bras\u00edlia: Editora da UNB, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARIST\u00d3TELES.<\/strong> <em>\u00c9tica Eudemia.<\/em> Madrid: Editorial Gredos, 1998a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARIST\u00d3TELES.<\/strong> <em>A pol\u00edtica.<\/em> S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1998b.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARIST\u00d3TELES.<\/strong> <em>Arte ret\u00f3rica e arte po\u00e9tica.<\/em> Rio de Janeiro: Ediouro, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ARIST\u00d3TELES.<\/strong> <em>Dos argumentos sof\u00edsticos.<\/em> In: <strong>ARIST\u00d3TELES I.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 153-197.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PLAT\u00c3O.<\/strong> <em>As leis.<\/em> Bauru, SP: Edipro, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PLAT\u00c3O.<\/strong> <em>A Rep\u00fablica.<\/em> Lisboa, Portugal: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PLAT\u00c3O.<\/strong> <em>G\u00f3rgias.<\/em> Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PLAT\u00c3O.<\/strong> <em>Di\u00e1logos: O banquete, F\u00e9don, Sofista, Pol\u00edtico.<\/em> S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PLAT\u00c3O.<\/strong> <em>Prot\u00e1goras.<\/em> Fortaleza: Edi\u00e7\u00f5es UFC, 1986.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PLAT\u00c3O.<\/strong> <em>Di\u00e1logos: M\u00eanon, Banquete, Fedro.<\/em> Rio de Janeiro: Globo, 1945.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ariston Azevedo Paulo Grave O presente ensaio busca abrir caminho para uma reflex\u00e3o filos\u00f3fica sobre a administra\u00e7\u00e3o. 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