{"id":4517,"date":"2024-03-05T20:23:11","date_gmt":"2024-03-05T23:23:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=4517"},"modified":"2024-03-06T10:04:56","modified_gmt":"2024-03-06T13:04:56","slug":"its-the-machines-fault-how-intelligent-is-ai-when-it-comes-to-making-decisions","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/its-the-machines-fault-how-intelligent-is-ai-when-it-comes-to-making-decisions\/2024\/","title":{"rendered":"\u201cA culpa \u00e9 da m\u00e1quina\u201d: qual o grau de intelig\u00eancia da IA para tomar decis\u00f5es?"},"content":{"rendered":"\n<p>A IA aparenta ser um instrumento neutro que pode ser utilizado tanto de forma positiva quanto negativa, neste caso implicando controle e desumaniza\u00e7\u00e3o. Embora as discuss\u00f5es acerca do uso da intelig\u00eancia artificial (IA) tenham se intensificado nos \u00faltimos anos, ainda na long\u00ednqua d\u00e9cada de 1940 o matem\u00e1tico Norbert Wiener publicou um livro com in\u00fameras quest\u00f5es envolvendo a cibern\u00e9tica. Wiener apresentou uma nova ordem do real para a interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos e introduziu termos como o&nbsp;<em>ciborgue<\/em>&nbsp;e o&nbsp;<em>ciberespa\u00e7o<\/em>&nbsp;(Kim, 2004). Com o objetivo de propor uma vis\u00e3o ampliada do estudo da IA e sua interface com a \u00e9tica, esse ensaio convida a fazer uma reflex\u00e3o acerca da intelig\u00eancia artificial e os seus limites ao deparar-se com a intelig\u00eancia humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Wiener (1970), o homem n\u00e3o poderia render-se \u00e0 m\u00e1quina sem que antes tenha examinado as suas leis de funcionamento e tenha garantido que a sua conduta obede\u00e7a a princ\u00edpios aceit\u00e1veis; evidenciando a preocupa\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca, com o dom\u00ednio da m\u00e1quina sobre as condutas humanas. Atualmente, h\u00e1 uma dificuldade em estabelecer os conceitos de IA devido \u00e0 complexidade de defini\u00e7\u00e3o dos seus limites, visto que os benef\u00edcios, oportunidades e amea\u00e7as das novas tecnologias dividem o cen\u00e1rio com as consequ\u00eancias, por ora, desconhecidas (Bertoncini e Serafim, 2023).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sichman (2021) a IA est\u00e1 atrelada \u00e0 ci\u00eancia\/engenharia da computa\u00e7\u00e3o e visa desenvolver sistemas computacionais que solucionem problemas atrav\u00e9s de diferentes t\u00e9cnicas e modelos. Apesar da express\u00e3o intelig\u00eancia artificial ser amplamente utilizada, o termo sistemas de decis\u00e3o automatizados (SDA) tamb\u00e9m tem sido adotado por levar em considera\u00e7\u00e3o as suas caracter\u00edsticas tecnol\u00f3gicas (M\u00f6kander e Floridi, 2022). De acordo com Coeckelbergh (2020), a base da intelig\u00eancia de IA \u00e9 o software, isto \u00e9, um algoritmo ou uma combina\u00e7\u00e3o de algoritmos que processam informa\u00e7\u00f5es criados por humanos para fins determinados (Hanna e Kazim, 2021).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva de Bullock (2019), a intelig\u00eancia est\u00e1 apenas relacionada \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de problemas complexos, indicando-a como um substrato independente que pode existir tanto num processo biol\u00f3gico informando a\u00e7\u00f5es humanas quanto num processo mec\u00e2nico guiando um aut\u00f4mato. Essa \u00e9 uma maneira que muitos enxergam a IA. Por\u00e9m, a intelig\u00eancia artificial n\u00e3o \u00e9 intelig\u00eancia no sentido amplo, capaz de compreender tamb\u00e9m a realidade metaf\u00edsica; ela \u00e9 limitada. As decis\u00f5es humanas, por outro lado, n\u00e3o se restringem a c\u00e1lculos e padr\u00f5es e levam em considera\u00e7\u00e3o fatores intang\u00edveis. O homem, pois, diferente da m\u00e1quina e dos animais, tem o poder de decidir levando em considera\u00e7\u00e3o vari\u00e1veis imensur\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Sell\u00e9s (2011), fundamentando-se na filosofia grega e medieval, admite a imaterialidade da intelig\u00eancia refutando as teses materialistas de que o pensamento restringe-se \u00e0 atividade cerebral. Para Sell\u00e9s (2011), o fil\u00f3sofo Leonardo Polo consegue resolver essa quest\u00e3o ao indicar que a intelig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 a totalidade da alma e nem da pessoa humana, visto que o pensamento e o racioc\u00ednio s\u00e3o caracter\u00edsticas dessa faculdade; e \u00e9 evidente que a pessoa humana n\u00e3o se reduz a isso. A intelig\u00eancia ultrapassa o limiar, e o limite s\u00f3 \u00e9 conhecido transcendendo-o. Desse modo, tematizar intelectualmente a no\u00e7\u00e3o de limite \u00e9 t\u00ea-lo transcendido. Na perspectiva aristot\u00e9lica, a alma \u00e9 tudo e a intelig\u00eancia \u00e9 capaz de saber tudo irrestritamente. No entanto, aquilo que \u00e9 material, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 limitado, por consequ\u00eancia, a intelig\u00eancia \u00e9 imaterial. Se a intelig\u00eancia \u00e9 uma faculdade imaterial, ent\u00e3o, n\u00e3o tem como uma m\u00e1quina ser inteligente.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos exemplos que distinguem a intelig\u00eancia humana da artificial \u00e9 que a m\u00e1quina tende ao aperfei\u00e7oamento cont\u00ednuo, enquanto o homem \u00e9 capaz de escolher perder ou retroceder. Nesse sentido, o homem \u00e9&nbsp;o \u00fanico ser capaz de agir diferente do instinto; ou, considerando a IA, daquilo que havia sido programado. Dessa maneira, mesmo que os c\u00e1lculos direcionem o homem para uma determinada tomada de decis\u00e3o, ele poderia escolher agir diferente levando em considera\u00e7\u00e3o vari\u00e1veis intang\u00edveis. Os&nbsp;sistemas de decis\u00e3o automatizados, por outro lado,&nbsp;buscam sempre o aperfei\u00e7oamento e n\u00e3o s\u00e3o capazes de agir contra si mesmo ou de fazerem ren\u00fancias por um bem maior. Um&nbsp;rob\u00f4, portanto, nunca ir\u00e1 se contradizer, o homem sim, seja de forma intencional ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o escol\u00e1stica fundou a especificidade humana na sua capacidade de abstra\u00e7\u00e3o. Isso significa que cabe a frustrabilidade de certos atos apenas ao ser humano, ou seja, mesmo que o instinto ou mem\u00f3ria tendem a uma dire\u00e7\u00e3o, o homem pode escolher o caminho oposto. Assim, o instinto do animal o faz sempre dizer sim \u00e0 natureza, j\u00e1 o homem \u00e9 capaz de dizer n\u00e3o, e \u00e9 exatamente nesse \u201cn\u00e3o\u201d que est\u00e1 o \u00edndice de sua grandeza e a abertura de sua eleva\u00e7\u00e3o. Logo, \u201co homem pode frustrar o dever-ser. O dever-ser dos animais \u00e9 fatal porque eles obedecem aos instintos. Mas o do homem \u00e9 frustr\u00e1vel, porque ele \u00e9 inteligente e disp\u00f5e da vontade\u201d (Santos, 2003, p. 103).<\/p>\n\n\n\n<p>Os animais obedecem aos instintos e as m\u00e1quinas obedecem aos desempenhos dos padr\u00f5es de IA e de programa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo esta \u00faltima capaz de criar. Nessa toada, como a mente humana \u00e9 incapaz de conceber uma outra que lhe seja maior, a IA n\u00e3o poderia ser superior \u00e0 humana. Os sistemas de IA podem revelar superioridade em aspectos quantitativos, como fazer mais c\u00e1lculos em menos tempo; mas n\u00e3o qualitativos. Sobre a capacidade de cria\u00e7\u00e3o, Santos (1962, p.50) discorre:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote has-text-align-right\"><blockquote><p>Para a escol\u00e1stica, o homem \u00e9 criatura, e, portanto, foi criado. E como todo ser criado, \u00e9 posterior ao que o cria, ao Ser que o antecede. Ademais, quanto ao conhecimento, deveriam os marxistas saber que Arist\u00f3teles e S\u00e3o Tom\u00e1s aceitavam que [&#8230;] nada h\u00e1 no intelecto que primeiramente n\u00e3o tenha estado nos sentidos, o que \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o empirista.<\/p><cite>(Santos, 1962, p.50)<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Quanto mais virtuoso \u00e9 o indiv\u00edduo mais ele \u00e9 livre, pois n\u00e3o se curva a v\u00edcios ou paix\u00f5es. Uma m\u00e1quina n\u00e3o pode ser livre. Quando se fala em \u00e9tica na IA, portanto, refere-se a quem desenvolveu a ferramenta ou a quem faz o seu uso. A \u00e9tica numa&nbsp;vis\u00e3o aristot\u00e9lica tomista \u00e9 um atributo humano, pois&nbsp;requer liberdade, consci\u00eancia e intencionalidade para tomar uma decis\u00e3o moral. A \u00c9tica das Virtudes (EV), discorrida principalmente em \u00c9tica a Nic\u00f4maco, busca compreender o que \u00e9 apropriado ao agente, considerando a inten\u00e7\u00e3o, o meio e a finalidade (Arist\u00f3teles, 1973). A EV s\u00e3o as normas (raz\u00e3o), os bens e as virtudes em vincula\u00e7\u00e3o. Desse modo, quando h\u00e1 \u00eanfase apenas nos bens, desvinculando-se das normas e virtudes, reduzindo a motiva\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 busca pelo prazer e fuga da dor, tem-se o&nbsp;<em>utilitarismo<\/em>; quando h\u00e1 \u00eanfase nas normas, desvinculando-se dos bens e virtudes, tem-se a&nbsp;<em>deontologia<\/em>; quando h\u00e1 \u00eanfase nas virtudes, desvinculando-se dos bens e da raz\u00e3o, tem-se o&nbsp;<em>estoicismo<\/em>. Diferentemente do utilitarismo e normativismo, que s\u00e3o generalizantes, n\u00e3o h\u00e1 como transformar as virtudes em algoritmos para que a m\u00e1quina possa aplicar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a responsabilidade humana n\u00e3o pode ser terceirizada a uma m\u00e1quina, n\u00e3o \u00e9 a tecnologia que vai salvar a humanidade e resolver os problemas de ordem moral. Al\u00e9m disso, n\u00e3o adianta dar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas quando o problema resulta do abandono das virtudes e do culto ao materialismo, erro filos\u00f3fico de achar que a partir da pot\u00eancia se gera o ato, quando \u00e9 o ato que ativa a pot\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1, portanto, como apoiar-se em fr\u00e1geis promessas de que um futuro tecnol\u00f3gico levaria a paz mundial e salvaria os homens, efeito j\u00e1 identificado por M\u00e1rio Ferreira dos Santos quando afirma que:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote has-text-align-right\"><blockquote><p>A valoriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria mec\u00e2nica tem levado a uma valoriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m exagerada da cibern\u00e9tica, na qual se colocam esperan\u00e7as desmedidas. Ningu\u00e9m pode negar que a cibern\u00e9tica poder\u00e1 auxiliar extraordinariamente o homem de ci\u00eancia, no referente \u00e0 parte que corresponde \u00e0 mem\u00f3ria mec\u00e2nica. Ela poder\u00e1 suprir as defici\u00eancias nesse setor, j\u00e1 que \u00e9 comum aos mais inteligentes serem desprovidos dos mais acentuados graus de mem\u00f3ria mec\u00e2nica. Mas jamais a cibern\u00e9tica superar\u00e1 a mem\u00f3ria eid\u00e9tica, nem a cria\u00e7\u00e3o de ideias, nem a dial\u00e9tica bem entendida. Ela \u00e9 uma auxiliar de grandes recursos, mas num \u00e2mbito determinado. Pretender que ela possa substituir totalmente o c\u00e9rebro humano \u00e9 a mais tola ideia que poderia surgir, e uma manifesta\u00e7\u00e3o de barbarismo intelectual da pior esp\u00e9cie.<\/p><cite>(Santos, 2016, p. 26)<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para Polo (2002), a cibern\u00e9tica \u00e9 uma ci\u00eancia positiva e destinada a ter um valor operacional. Isso significa que as m\u00e1quinas podem servir aos homens, mas n\u00e3o podem ser as respons\u00e1veis pelas decis\u00f5es tomadas. Desse modo, atrav\u00e9s da l\u00f3gica tomista aristot\u00e9lica, procurou-se demonstrar que a IA n\u00e3o poder\u00e1 substituir a intelig\u00eancia humana, pois a intelig\u00eancia \u00e9 uma faculdade imaterial, n\u00e3o apenas mec\u00e2nica e restrita a um \u00f3rg\u00e3o cerebral. H\u00e1 tamb\u00e9m fatores intang\u00edveis que fazem parte da tomada de decis\u00e3o humana, tais como os sentimentos morais e o universo imaginativo. A decis\u00e3o moral pode levar ao arrependimento ou a satisfa\u00e7\u00e3o, atributos humanos que contribuem para o desenvolvimento moral do agente. J\u00e1 a m\u00e1quina, poder\u00e1 seguir um padr\u00e3o \u00e9tico normativista ou utilitarista, mas n\u00e3o \u00e9 capaz de transcender ou exercer virtudes. Assim, em que pese haja esfor\u00e7os do materialismo na dire\u00e7\u00e3o de destruir a metaf\u00edsica, colocando a raz\u00e3o e natureza acima dos transcendentais antropol\u00f3gicos, \u00e9 no cora\u00e7\u00e3o que a Verdade se encontra, e quem procura vai encontr\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ARIST\u00d3TELES.&nbsp;<strong>\u00c9tica a Nic\u00f4maco.<\/strong>&nbsp;Tradu\u00e7\u00e3o de Leonel Valandro e Gerd Bornheim. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, Vol. IV: Os Pensadores. 1973.<\/p>\n\n\n\n<p>BERTONCINI, Ana Luize Corr\u00eaa.&nbsp;SERAFIM, Mauricio C.&nbsp;<strong>Ethical content in artificial intelligence systems: A demand explained in three critical points.<\/strong>&nbsp;Frontiers in Psychology, v. 14. 2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fpsyg.2023.1074787\">https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fpsyg.2023.1074787<\/a>. Acesso em 10 de junho de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>BULLOCK, Justin.&nbsp;<strong>Artificial Intelligence, Discretion, and Bureaucracy.&nbsp;<\/strong>The<\/p>\n\n\n\n<p>American Review of Public Administration.&nbsp;49. 2019. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/justinbullock.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Bullock-2019-Artificial-\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Intelligence-Discretion-and-Bureaucracy.pdf. Acesso em: 14 de julho de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>COECKELBERGH, M. (2020).&nbsp;<strong>AI Ethics.<\/strong>&nbsp;The MIT Press Essential Knowledge Series. Cambridge, MA: The MIT Press.<\/p>\n\n\n\n<p>HANNA, R. &amp;amp; KAZIM, E.&nbsp;<strong>Philosophical foundations for digital ethics and AI Ethics: a dignitarian approach.&nbsp;<\/strong>AI and Ethics, 1, 405-423. 2021. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s43681-021-00040-9 Acesso em: 21 de junho de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>KIM, J. H.&nbsp;<strong>Cibern\u00e9tica, ciborgues e ciberespa\u00e7o: notas sobre as origens da cibern\u00e9tica e sua reinven\u00e7\u00e3o cultural.<\/strong>Horizontes Antropol\u00f3gicos, v. 10, n. 21, p. 199\u2013219, jan. 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00d6KANDER, J., FLORIDI, L. (2022).&nbsp;<strong>From algorithmic accountability to digital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>governance.<\/strong>&nbsp;Nat Mach Intell (2022).&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s42256-022-00504-5\">https:\/\/doi.org\/10.1038\/s42256-022-00504-5<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>POLO, Leonardo.&nbsp;<strong>La cibern\u00e9tica como l\u00f3gica de la vida.&nbsp;<\/strong>Studia Poliana, 2002, n. 4, pp. 9-17.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, M\u00e1rio Ferreira dos.&nbsp;<strong>O Problema Social.&nbsp;<\/strong>IX VOLUME da Cole\u00e7\u00e3o Problemas Sociais. Editora Logos. S\u00e3o Paulo: 1962.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, M\u00e1rio Ferreira dos.&nbsp;<strong>Invas\u00e3o Vertical dos B\u00e1rbaros.<\/strong>&nbsp;Cole\u00e7\u00e3o Abertura<\/p>\n\n\n\n<p>Cultural. S\u00e3o Paulo: \u00c9 Realiza\u00e7\u00f5es, 2016<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, M\u00e1rio Ferreira dos.&nbsp;<strong>Cristianismo: a religi\u00e3o do homem.<\/strong>&nbsp;Bauru, SP:<\/p>\n\n\n\n<p>EDUSC, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>SELL\u00c9S, J. F.&nbsp;<strong>Antropolog\u00eda para inconformes: Una antropolog\u00eda aberta al futuro.&nbsp;<\/strong>Pamplona: Ediciones Rialp, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>SICHMAN, J. S.<strong>&nbsp;Intelig\u00eancia Artificial e sociedade: avan\u00e7os e riscos.&nbsp;<\/strong>Estudos<\/p>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7ados, v. 35, n. 101, p. 37\u201350, jan. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>WIENER, N.<strong>&nbsp;Cibern\u00e9tica e sociedade: o uso humano de seres humanos.&nbsp;<\/strong>S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1970.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A IA aparenta ser um instrumento neutro que pode ser utilizado tanto de forma positiva quanto negativa, neste caso implicando controle e desumaniza\u00e7\u00e3o. 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