{"id":4509,"date":"2024-02-26T17:17:27","date_gmt":"2024-02-26T20:17:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=4509"},"modified":"2024-04-25T21:42:06","modified_gmt":"2024-04-26T00:42:06","slug":"essay-towards-an-understanding-of-the-essence-of-human-love","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/essay-towards-an-understanding-of-the-essence-of-human-love\/2024\/","title":{"rendered":"Ensaio para uma compreens\u00e3o da ess\u00eancia do amor humano\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Esta apresenta\u00e7\u00e3o tem como objetivo explorar o papel da \u00e9tica na busca pelo amor. Dentro desse contexto, de acordo com Lima (2017), o amor est\u00e1 intrinsicamente ligado \u00e0 vontade humana. Para o autor, a vontade humana \u00e9 influenciada pela a\u00e7\u00e3o e \u00e9 quando esta \u00e9 direcionada para a busca da verdadeira sabedoria, que o amor pode ser plenamente realizado. Pois, para Silva e Figueiredo (2021), n\u00e3o podemos amar o desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme argumenta, Silva e Figueiredo (2021), \u00e9 atrav\u00e9s da forma como se relaciona o amor e a vontade &#8211; derivados do desejo humano, a vontade \u00e9 o primeiro ponto necess\u00e1rio para realiza\u00e7\u00e3o de alguma a\u00e7\u00e3o. O amor \u00e9 descrito como uma for\u00e7a unificadora, que une o objeto amado ao pr\u00f3prio amor em um movimento rec\u00edproco. Portanto, cabe questionarmos, o que \u00e9 o amor sen\u00e3o uma for\u00e7a que unifica dois seres? Al\u00e9m disso, essa for\u00e7a unificadora \u00e9 t\u00e3o intensa que transcende as fronteiras entre os indiv\u00edduos, transformando-os em uma unidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, segundo Silva e Figueiredo (2021), para entender a rela\u00e7\u00e3o do amor, a vontade \u00e9 fundamental para a sua compreens\u00e3o, pois o amor como uma fonte animadora da alma motiva e direciona a vontade humana para a a\u00e7\u00e3o. Portanto, precedida por um impulso, essa vontade bem-intencionada ou n\u00e3o, tem origem no amor constru\u00eddo pelo homem.&nbsp;Nesse sentido, \u00e9 essencial entendermos que a liberdade de escolha foi concedida por Deus aos seres humanos para que pud\u00e9ssemos utiliz\u00e1-la para encontrar o caminho da felicidade, conceito denominado pelos gregos de&nbsp;<em>Eudaimonia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ressaltar que, para Lima (2017), o amor ao pr\u00f3ximo surge com um imperativo moral. Nesse \u00ednterim, a a\u00e7\u00e3o \u00e9 precedida por uma dire\u00e7\u00e3o, pois a nada amamos, sen\u00e3o impulsionados pelo desejo de conhecer mais sobre o objeto de desejo. Conforme Hooks (2021), essa vontade n\u00e3o exige do indiv\u00edduo a pr\u00e1tica de uma religi\u00e3o para reconhecer em si o princ\u00edpio que anima o eu &#8211; uma for\u00e7a vital que, quando ativada, intensifica nossa capacidade de autorrealiza\u00e7\u00e3o e nos torna mais propensos \u00e0 comunh\u00e3o. Dessa forma, podemos definir o amor como uma a\u00e7\u00e3o, como um interesse genu\u00edno em contribuir com o desenvolvimento espiritual pr\u00f3prio ou de outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu livro, Hooks (2021), esclarece que o amor deve ser aprendido, pois, diferentemente do que se pensa, n\u00e3o \u00e9 inato \u00e0 natureza humana. Assim sendo, segundo o senso comum, o amor e o modo como as crian\u00e7as demonstram esse amor nos primeiros anos de vida, retrata uma afei\u00e7\u00e3o, uma rea\u00e7\u00e3o ao carinho recebido; mas ser\u00e1 que podemos interpretar assim? Enfatiza Hooks, n\u00e3o nascemos sabendo amar algu\u00e9m, que seja n\u00f3s mesmo ou outro algu\u00e9m. E, sugere, aprender a amar depender\u00e1 se fomos criados em um ambiente amoroso. Amor pode ser al\u00e9m de uma demonstra\u00e7\u00e3o de fragilidade, significa uma pot\u00eancia, que demonstra uma fortaleza interior. Sendo assim, n\u00e3o \u00e9 visto como um sentimento isolado, mas sim como uma \u00e9tica de vida; anuncia a possibilidade de rompermos ciclos de perpetua\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Assim sendo, podemos abra\u00e7ar a pol\u00edtica do amor n\u00e3o como uma utopia inalcan\u00e7\u00e1vel, mas como um imperativo moral que tem o poder de transformar as rela\u00e7\u00f5es sociais e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais digna e igualit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>HOOKS, Bell.&nbsp;<strong>Tudo sobre o amor<\/strong>: novas perspectivas. S\u00e3o Paulo: Elefante, 2021. Tradu\u00e7\u00e3o Stephanie Borges.<\/p>\n\n\n\n<p>LIMA, Jo\u00e3o Paulo Ara\u00fajo Pimentel.&nbsp;<strong>A \u00e9tica do amor em Santo Agostinho<\/strong>. 2017. 91 f. Tese (Doutorado) &#8211; Curso de Filosofia, Universidade Federal do Cear\u00e1, Fortaleza, 2017.SILVA, Francisco Rom\u00e1rio de Queiroz; FIGUEIREDO, Francisco Cl\u00e9bio. A no\u00e7\u00e3o de amor e suas implica\u00e7\u00f5es no pensamento Agostiniano.&nbsp;<strong>Problemata<\/strong>, [S.L.], v. 12, p. 31-55, jun. 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/periodicos.ufpb.br\/index.php\/problemata\/article\/view\/57353\/34035. Acesso em: 16 fev. 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta apresenta\u00e7\u00e3o tem como objetivo explorar o papel da \u00e9tica na busca pelo amor. Dentro desse contexto, de acordo com Lima (2017), o amor est\u00e1 intrinsicamente ligado \u00e0 vontade humana. Para o autor, a vontade humana \u00e9 influenciada pela a\u00e7\u00e3o e \u00e9 quando esta \u00e9 direcionada para a busca da verdadeira sabedoria, que o amor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":4510,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[571,50],"class_list":["post-4509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-articles","tag-amor","tag-etica"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.2","language":"br","enabled_languages":["en","br"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"br":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-17.14.57-e1714092098356-150x150.jpeg",150,150,true],"full":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-17.14.57-e1714092098356.jpeg",1280,839,false]},"categories_names":{"3":{"name":"Articles","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/category\/articles\/"}},"tags_names":{"571":{"name":"amor","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/amor\/"},"50":{"name":"\u00e9tica","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/etica\/"}},"comments_number":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4509"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4512,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4509\/revisions\/4512"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}