{"id":4041,"date":"2023-03-15T17:48:55","date_gmt":"2023-03-15T20:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=4041"},"modified":"2023-03-15T17:52:56","modified_gmt":"2023-03-15T20:52:56","slug":"chapter-3-virtues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/chapter-3-virtues\/2023\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 3 &#8211; Virtudes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que \u00e9 uma Virtude Intelectual? Roberts e Wood (2007) no livro&nbsp;<em>Intellectual virtues: an essay in regulative epistemology<a href=\"applewebdata:\/\/3E2FF811-26FD-424E-B921-68E0944B1E1A#_ftn1\"><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>&nbsp;buscam delinear essa indaga\u00e7\u00e3o de maneira reflexiva e perspicaz no decorrer das suas p\u00e1ginas. Partindo da ideia de que as Virtudes tornam uma pessoa excelente como ser humano, o presente texto objetiva sumarizar as principais ideias contidas no cap\u00edtulo 3 do livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Virtudes t\u00eam um significado tanto intelectual quanto n\u00e3o intelectual, embora de uma forma ou de outra todas elas tenham um aspecto cognitivo. Por exemplo, uma pessoa n\u00e3o pode querer tocar viol\u00e3o sem que saiba o que significa um viol\u00e3o e o que \u00e9 toc\u00e1-lo. Os autores identificam a vontade (<em>will<\/em>) como um dos elementos centrais de um indiv\u00edduo virtuoso, sendo a sua constitui\u00e7\u00e3o crucial para a forma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter intelectual. Desse modo, a vontade \u00e9 aquilo que no repert\u00f3rio mental humano motiva e impulsiona a a\u00e7\u00e3o, podendo externalizar-se atrav\u00e9s do desejo, da preocupa\u00e7\u00e3o, do cuidado, do interesse. S\u00e3o concebidas quatro fun\u00e7\u00f5es da vontade: a) Atra\u00e7\u00e3o; b) Escolha; c) For\u00e7a de vontade; d) Emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<em>atra\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;est\u00e1 relacionada ao desejo e \u00e0 propens\u00e3o para algo. As aptid\u00f5es aparecem quando algu\u00e9m tem uma&nbsp;<em>vontade<\/em>&nbsp;e est\u00e1 motivado para agir; o indiv\u00edduo intelectualmente excelente \u00e9 aquele que acha o conhecimento atraente e \u00e9 movido a procur\u00e1-lo tanto para si quanto para os outros. A vontade como poder de&nbsp;<em>escolha<\/em>&nbsp;envolve fazer algo que n\u00e3o \u00e9 necessariamente desejado, mas que est\u00e1 relacionado ao cumprimento do dever, exercendo seu arb\u00edtrio de julgar os desejos. Desse modo, ainda que n\u00e3o seja a alternativa mais atraente, a escolha tem uma raz\u00e3o para tal. A&nbsp;<em>for\u00e7a de vontade<\/em>&nbsp;\u00e9 a gest\u00e3o dos impulsos, ou seja, a capacidade de suprimir comportamentos e a\u00e7\u00f5es indesejadas. J\u00e1 a vontade como fonte das&nbsp;<em>emo\u00e7\u00f5es<\/em>, baseia-se nas preocupa\u00e7\u00f5es e sentimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O amor ao conhecimento \u00e9 uma virtude b\u00e1sica para a vida intelectual, pois propicia um contato epist\u00eamico direto com a realidade e desfruta do aprendizado. A caridade intelectual tamb\u00e9m \u00e9 uma virtude quando h\u00e1 amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, de forma a interpretar os escritos com generosidade e benevol\u00eancia. A humildade intelectual \u00e9 caracterizada pela aus\u00eancia de v\u00edcios do orgulho, como a vaidade, a arrog\u00e2ncia e a presun\u00e7\u00e3o. A consci\u00eancia intelectual envolve deveres, tais como, questionar os motivos para defender uma posi\u00e7\u00e3o e examinar as evid\u00eancias com afinco e honestidade. Por fim, a coragem intelectual \u00e9 a capacidade de desempenhar bem as tarefas intelectuais, apesar das amea\u00e7as que porventura podem ocorrer. A esfera de atua\u00e7\u00e3o das Virtudes \u00e9 desafiadora, porque envolve disciplina tanto auto-imposta quanto imposta por outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma ressalva na ideia de que a vontade nos move, pois \u00e9 o objeto que nos move devido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de nossa vontade. Por exemplo, \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o que motiva ajudar algu\u00e9m que sofre. Posto isso, nota-se que h\u00e1 algo transcendental. A pessoa n\u00e3o \u00e9 apenas um conjunto de aptid\u00f5es acrescida de um conjunto de suscetibilidades atra\u00edda por uma perspectiva ou objeto, h\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o dos objetos de seus impulsos, desejos e atra\u00e7\u00f5es para a elegibilidade da a\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, o indiv\u00edduo virtuoso n\u00e3o faz aquilo que gosta mas o que avalia ser o melhor, de maneira aut\u00f4noma e por raz\u00f5es intr\u00ednsecas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"applewebdata:\/\/3E2FF811-26FD-424E-B921-68E0944B1E1A#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;ROBERTS, Robert C.; WOOD, W. Jay. Intellectual virtues: an essay in regulative epistemology.&nbsp;Oxford: Oxford University Press, 2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 uma Virtude Intelectual? Roberts e Wood (2007) no livro&nbsp;Intellectual virtues: an essay in regulative epistemology[1]&nbsp;buscam delinear essa indaga\u00e7\u00e3o de maneira reflexiva e perspicaz no decorrer das suas p\u00e1ginas. 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