{"id":3454,"date":"2022-05-16T22:08:09","date_gmt":"2022-05-17T01:08:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=3454"},"modified":"2022-05-16T22:08:10","modified_gmt":"2022-05-17T01:08:10","slug":"new-technology-old-dilemmas-how-artificial-intelligence-is-bringing-up-classic-philosophical-arguments","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/new-technology-old-dilemmas-how-artificial-intelligence-is-bringing-up-classic-philosophical-arguments\/2022\/","title":{"rendered":"<strong>Tecnologia nova, dilemas antigos: como a intelig\u00eancia artificial est\u00e1 trazendo \u00e0 tona cl\u00e1ssicas discuss\u00f5es filos\u00f3ficas<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 1956, na Confer\u00eancia de Dartmouth, John MacCarthy cunhou o termo intelig\u00eancia artificial (IA) em conjunto com outros proeminentes autores: Marvin Minsky, Herbert Simon e Allen Newell. A origem da IA se beneficiou da intersec\u00e7\u00e3o de dois importantes desenvolvimentos intelectuais da \u00e9poca, a revolu\u00e7\u00e3o cognitiva e a teoria da computabilidade, e trouxe do imagin\u00e1rio para a pr\u00e1tica o antigo sonho de criar aut\u00f4matos. Neste ambiente de otimismo, Herbert Simon previu que m\u00e1quinas pensando como humanos seria uma realidade prestes a acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, poucos anos depois, em 1959, o programa que jogava xadrez de Arthur Samuel mostrou que m\u00e1quinas podiam aprender. Depois disso, veio o <em>machine learning<\/em>, redes neurais, computa\u00e7\u00e3o cognitiva, rob\u00f3tica, entre outros. No entanto, o progresso est\u00e1 sendo muito mais lento do que o esperado, pois viramos o s\u00e9culo e a intelig\u00eancia artificial ainda pouco se parece com a intelig\u00eancia humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, na celebra\u00e7\u00e3o de 50 anos da confer\u00eancia seminal em Dartmouth, Jim Moor questionou se a IA pensando no n\u00edvel humano seria poss\u00edvel nos pr\u00f3ximos 50 anos. Cinco participantes do encontro original estavam l\u00e1, mas otimismo n\u00e3o foi consenso desta vez. MacCarthy e Minsky afirmaram que sim, enquanto os outros foram enigm\u00e1ticos ou negativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, intelig\u00eancia artificial afeta praticamente todos que utilizam tecnologias modernas, inclusive em decis\u00f5es cruciais, como as feitas por carros aut\u00f4nomos, aparatos militares, rob\u00f4s na medicina e algoritmos que definem promo\u00e7\u00f5es no trabalho, opera\u00e7\u00f5es financeiras e quem \u00e9 apto ou n\u00e3o a um empr\u00e9stimo imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que s\u00e9culos de estudo ainda n\u00e3o foram suficientes para desvendar todas as nuances da nossa intelig\u00eancia, quem dir\u00e1 replic\u00e1-la. Temos uma tecnologia ainda em desenvolvimento, mas estamos entrando em uma segunda era das m\u00e1quinas em que nossa capacidade mental est\u00e1 sendo substitu\u00edda (a saber, na primeira foi a for\u00e7a muscular). Silenciosamente, algoritmos est\u00e3o decidindo nossas vidas e a forma como interagimos e florescemos tamb\u00e9m est\u00e1 sendo influenciada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde sua concep\u00e7\u00e3o, a IA demonstrou ser muito mais que um campo da computa\u00e7\u00e3o, pois, para criar m\u00e1quinas que pensam como humanos, os cientistas tiveram que a retornar a antigas discuss\u00f5es sobre o que \u00e9 intelig\u00eancia, perpassando por assuntos como racionalidade, intelecto, pensamento, cogni\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00e3o. Al\u00e9m disso, toda a discuss\u00e3o sobre \u00e9tica levava em conta m\u00e1quinas como instrumentos. Agora que m\u00e1quinas tomam as decis\u00f5es, devemos consider\u00e1-las sujeitos morais ou agentes morais? Nossas teorias \u00e9ticas s\u00e3o o suficiente para uma realidade de coexist\u00eancia entre IA e humanos ou precisamos de novos modelos? As m\u00e1quinas, algum dia, ter\u00e3o intelig\u00eancia compar\u00e1vel \u00e0 nossa?<\/p>\n\n\n\n<p>Os questionamentos s\u00e3o intermin\u00e1veis, mas a certeza \u00e9 que a IA est\u00e1 se tornando cada vez mais poderosa e a busca por respostas pela tentativa e erro pode trazer consequ\u00eancias desastrosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>Brynjolfsson, E. &amp; McAfee, A. (2016), The second machine age: Work, progress, and prosperity in a time of brilliant technologies. New York: W. W. Norton.<\/p>\n\n\n\n<p>Frankish, Keith (ed.), The Cambridge Handbook of Artificial Intelligence (pp. 316-334). Cambridge University Press.<\/p>\n\n\n\n<p>Martin, K.(2019). Ethical Implications and Accountability of Algorithms. <em>Journal Business Ethics<\/em> 160,835\u2013850. doi:10.1007\/s10551-018-3921-3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1956, na Confer\u00eancia de Dartmouth, John MacCarthy cunhou o termo intelig\u00eancia artificial (IA) em conjunto com outros proeminentes autores: Marvin Minsky, Herbert Simon e Allen Newell. 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