{"id":2958,"date":"2021-07-26T22:20:03","date_gmt":"2021-07-27T01:20:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=2958"},"modified":"2021-07-26T22:20:05","modified_gmt":"2021-07-27T01:20:05","slug":"what-does-it-take-to-start-an-adventure","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/what-does-it-take-to-start-an-adventure\/2021\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 preciso para se lan\u00e7ar em uma aventura?"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre os cl\u00e1ssicos da literatura de explora\u00e7\u00e3o e aventura, o relato da \u201cIncr\u00edvel viagem de Shackleton\u201d fornece incompar\u00e1vel narrativa e faz refletir sobre ao menos dois elementos fundamentais para se lan\u00e7ar numa aventura grandiosa. Vamos conhecer um pouco mais sobre essa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O capit\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o <em>Endurance<\/em>, Ernest Shackleton, e sua equipe de 27 tripulantes partiram em 1914 para a primeira expedi\u00e7\u00e3o de travessia do continente Ant\u00e1rtico. Eles n\u00e3o completaram seu objetivo inicial, contudo sobreviveram as mais dif\u00edceis prova\u00e7\u00f5es j\u00e1 registradas por exploradores de regi\u00f5es remotas. Ap\u00f3s naufragarem nas banquisas de gelo do Mar de Weddel, os tripulantes tiveram que se <strong>assegurar com firmeza uns nos outros para enfrentar as dificuldades e manter a const\u00e2ncia na busca de solu\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eles enfrentaram as situa\u00e7\u00f5es adversas com paci\u00eancia e, at\u00e9 mesmo bom humor.<\/strong> Ap\u00f3s dois invernos ant\u00e1rticos, travessia de banquisas de gelo a p\u00e9, prepara\u00e7\u00e3o de uma embarca\u00e7\u00e3o improvisada e enfrentamento de mais de 1300 quil\u00f4metros do mar mais revolto do mundo \u2013 entre a pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica e o extremo sul da am\u00e9rica do sul, Ernest Shakleton e sua equipe conseguiram o autoresgate.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, parece uma hist\u00f3ria de fantasia. Contudo, se voc\u00ea estivesse na Inglaterra do in\u00edcio do s\u00e9culo XX iria encontrar o seguinte <strong>chamado<\/strong>, como um cartaz de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o para essa aventura:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Precisa-se para: perigosa jornada, baixo sal\u00e1rio, frio intenso, longos meses de completa escurid\u00e3o, perigo constante, retorno em seguran\u00e7a duvidoso, honra e reconhecimento em caso de sucesso\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O que pode parecer loucura no primeiro momento, se traduz em um convite para uma prova\u00e7\u00e3o grandiosa, para um feito in\u00e9dito, que nos remete para elementos universais do chamado para a aventura. O desafio da conquista do imposs\u00edvel exerce uma atra\u00e7\u00e3o por si s\u00f3. Existe algo que ressoa em nosso \u00edntimo, que nos incita a coragem de enfrentar o desconhecido. O historiador Joseph Campbell, em seu livro O <em>Her\u00f3i de Mil Faces<\/em> percebe que esse chamado para aventura \u00e9 comum em toda a hist\u00f3ria. Nesse mesmo sentido, o psic\u00f3logo Viktor Frankl acrescenta que de uma forma ou de outra, nossa natureza humana busca a tens\u00e3o, nos queremos nos colocar \u00e0 prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Refor\u00e7a essa reflex\u00e3o quando as v\u00e9speras da partida do Endurance estoura a Primeira Guerra mundial e a Gr\u00e3-Bretanha declara guerra \u00e0 Alemanha. Nesse cen\u00e1rio, Winston Churchill, Lorde do Almirantado Brit\u00e2nico, envia um telegrama \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o afirmando ser o desejo do governo que a expedi\u00e7\u00e3o fosse levada adiante. E aqui fica o primeiro aprendizado:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se lance em uma aventura t\u00e3o grandiosa que nem mesmo uma Guerra Mundial fa\u00e7a perder seu sentido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o somente isso. Aquele an\u00fancio sincero e universal atraiu uma <strong>equipe de expedicion\u00e1rios diversa<\/strong>, o que acabou se revelando uma estrat\u00e9gia fundamental para o sucesso da jornada. Shackleton comp\u00f4s sua tripula\u00e7\u00e3o de veteranos experimentados em explora\u00e7\u00f5es extremas at\u00e9 novatos no mar. De universit\u00e1rios renomados at\u00e9 pescadores simples. O que se demostrou ser comum a todos foi a <strong>perseveran\u00e7a e bom humor<\/strong> perante as adversidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s meses de conv\u00edvio constante a equipe formou um conjunto de experi\u00eancias que compensava de longe as grandes diferen\u00e7as que existiam entre eles. Eles apreenderam a se conhecer, e, quase sempre, a se gostar. Ent\u00e3o, o aprendizado que complementa o primeiro \u00e9 simples:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se lance nessa aventura sozinho! Forme uma equipe diversa, que tenha prazer na conviv\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, as conex\u00f5es ir\u00e3o se fortalecem nas adversidades e os aprendizados ir\u00e3o se complementar no enfretamento das decis\u00f5es dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p>Do livro que remonta em detalhes dessa saga \u2013 com conte\u00fado baseado em entrevistas, relatos originais e nos di\u00e1rios oficiais da tripula\u00e7\u00e3o, se destacou nessa reflex\u00e3o a dimens\u00e3o universal do chamado para a aventura, que nem a Primeira Guerra Mundial conseguiu parar, e a import\u00e2ncia da diversidade de equipe no enfrentamento dos desafios. E ent\u00e3o, voc\u00ea est\u00e1 pronto para uma aventura?<\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_c2b8d2-20, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_c2b8d2-20[data-kb-block=\"kb-adv-heading_c2b8d2-20\"]{font-style:normal;}.wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_c2b8d2-20 mark.kt-highlight, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_c2b8d2-20[data-kb-block=\"kb-adv-heading_c2b8d2-20\"] mark.kt-highlight{font-style:normal;color:#f76a0c;-webkit-box-decoration-break:clone;box-decoration-break:clone;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_c2b8d2-20 img.kb-inline-image, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_c2b8d2-20[data-kb-block=\"kb-adv-heading_c2b8d2-20\"] img.kb-inline-image{width:150px;vertical-align:baseline;}<\/style>\n<h4 class=\"kt-adv-heading_c2b8d2-20 wp-block-kadence-advancedheading\" data-kb-block=\"kb-adv-heading_c2b8d2-20\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>CAMPBELL, Joseph.&nbsp;<strong>The hero with a thousand faces<\/strong>. New World Library, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>FRANKL, Viktor E.&nbsp;<strong>O homem em busca de um sentido<\/strong>. Leya, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>LANSING, Alfred. <strong>A incr\u00edvel viagem de Shackleton<\/strong>. Sextante, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>LARSON, Edward J.&nbsp;An empire of ice: Scott, Shackleton, and the heroic age of Antarctic science. Yale University Press, 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os cl\u00e1ssicos da literatura de explora\u00e7\u00e3o e aventura, o relato da \u201cIncr\u00edvel viagem de Shackleton\u201d fornece incompar\u00e1vel narrativa e faz refletir sobre ao menos dois elementos fundamentais para se lan\u00e7ar numa aventura grandiosa. Vamos conhecer um pouco mais sobre essa hist\u00f3ria. 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