{"id":2921,"date":"2021-06-21T21:13:29","date_gmt":"2021-06-22T00:13:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=2921"},"modified":"2021-06-21T21:31:16","modified_gmt":"2021-06-22T00:31:16","slug":"phenomenology-in-the-social-sciences-a-summary","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/phenomenology-in-the-social-sciences-a-summary\/2021\/","title":{"rendered":"A fenomenologia nas ci\u00eancias sociais: um resumo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1. <strong>O que \u00e9 a fenomenologia?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>&#8220;Fen\u00f4meno&#8221; significa aquilo que se mostra, n\u00e3o somente aquilo que aparece ou parece (BELLO, 2006) ou nas palavras de Husserl: &#8220;tudo aquilo que \u00e9 viv\u00eancia, unidade de viv\u00eancia de um eu (&#8230;)&#8221; (HUSSERL, 1988, p. 176) sendo para o autor necess\u00e1rio a utiliza\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo para que se possa os compreender (apud BELLO, 2006). Para Abbafnano (1993) a fenomenologia foi entendida por Husserl como uma ci\u00eancia teor\u00e9tica, intuitiva, impessoal, n\u00e3o-objetiva, uma ci\u00eancia das origens e dos primeiros princ\u00edpios e da subjetividade, ou segundo Galeffi (2000) o m\u00e9todo da cr\u00edtica do conhecimento universal das ess\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Abbagnano (1993, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011) afirma que a fenomenologia Husserliana \u00e9 uma ci\u00eancia intuitiva, pois ela tenta apreender as ess\u00eancias que se apresentam \u00e0 raz\u00e3o de maneira an\u00e1loga a forma que as coisas se apresentam \u00e0 percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, sendo poss\u00edvel compreender o sentido das coisas em diferentes n\u00edveis de compreens\u00e3o, com algumas sendo captadas de forma imediata e outras com maior dificuldade (BELLO, 2006). O ato de perceber \u00e9 chamado de <em>noesis<\/em> (o <em>cogitatio<\/em>) e o percebido noema (o <em>cogitatum<\/em>), sendo o primeiro o objeto de investiga\u00e7\u00e3o da fenomenologia (BOAVA &amp; MACEDO, 2011). A busca pelo sentido das coisas, ou seja, a sua ess\u00eancia ou <em>eidos,<\/em> aquilo que pode ser captado e intu\u00eddo, \u00e9 o objetivo da fenomenologia, sendo o seu ponto de interesse n\u00e3o os fatos enquanto fatos, mas o sentido destes. Na vis\u00e3o de Husserl, fatos ps\u00edquicos n\u00e3o se equiparam a fatos f\u00edsicos (SARDI, 2001, apud BOAVA, MACEDO &amp; ICHIKAWA, 2010). A exist\u00eancia dos fatos \u00e9 posta em par\u00eanteses para que se possa compreender a sua ess\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Galeffi (2000, p. 16) h\u00e1 uma fenomenologia emp\u00edrica ou psicol\u00f3gica descritiva, relacionada \u00e0 esfera das viv\u00eancias, do &#8220;eu que vive&#8221; e uma fenomenologia transcendental, que se desligada da refer\u00eancia emp\u00edrica, pretendendo ser uma doutrina da ess\u00eancia do conhecimento (<em>a priori<\/em>), gnosiol\u00f3gica. Esta \u00faltima \u00e9 uma fenomenologia da <em>consci\u00eancia constituinte,<\/em> n\u00e3o possuindo qualquer axioma objetivo. Seu interesse n\u00e3o \u00e9 a objetividade ou o estabelecimento de verdades para o ser objetivo, ou ci\u00eancia objetiva, mas sim a consci\u00eancia enquanto ela mesma. Sua tarefa \u00e9 trazer luz aos nexos entre <em>verdadeiro ser<\/em> e o <em>conhecer,<\/em> investigando de forma geral as correla\u00e7\u00f5es entre ato, significa\u00e7\u00e3o e objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>E apesar da palavra &#8220;fen\u00f4meno&#8221; significar &#8220;aquilo que aparece&#8221;, o estudo fenomenol\u00f3gico \u00e9 principalmente destinado ao aparecer em si, ao <em>fen\u00f4meno da consci\u00eancia,<\/em> onde o pr\u00f3prio sujeito do conhecimento \u00e9 investigado em sua estrutura de comportamento gra\u00e7as a interdepend\u00eancia entre a &#8220;<em>consci\u00eancia que conhece e o mundo ou objeto que aparece ou se mostra cognosc\u00edvel<\/em>&#8221; (GALEFFI, 2000, p. 25, grifos do autor), sendo esta busca dos significados das experi\u00eancias que chegam \u00e0 consci\u00eancia algo fundamental na fenomenologia (BOAVA, MACEDO &amp; ICHIKAWA, 2010).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2. <strong>A consci\u00eancia para a fenomenologia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>Anterior \u00e0 percep\u00e7\u00e3o, existe um caminho chamado por Husserl de s\u00edntese passiva, uma reuni\u00e3o de elementos que fazermos sem nos darmos conta. Antes de dizermos que temos a percep\u00e7\u00e3o de um copo que vemos, ocorrem algumas opera\u00e7\u00f5es \u2013 como a distin\u00e7\u00e3o entre um objeto e outro. Atrav\u00e9s da percep\u00e7\u00e3o n\u00f3s entramos nos <em>atos de consci\u00eancia<\/em>, terreno onde diferenciamos os v\u00e1rios atos de qualidades diversas. A consci\u00eancia \u00e9 o estado de estar ciente dos atos que estamos realizando, &#8220;uma luz interior que acompanha todos os atos&#8221;, nas palavras de Edith Stein (BELLO, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao procurar relatar o que \u00e9 dado diretamente na consci\u00eancia a fenomenologia descreve e analisa a relev\u00e2ncia e significado da experi\u00eancia humana (BOAVA &amp; MACEDO, 2011). Para Mora (1963 apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011) a consci\u00eancia na vis\u00e3o de Husserl \u00e9 intencional e age como um farol que lan\u00e7a a luz sobre os aspectos, apar\u00eancias ou aquilo que se apresenta \u00e0 consci\u00eancia e ainda segundo Boava e Macedo (2011) Husserl via a consci\u00eancia como a condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel do conhecimento, sendo ela sempre a consci\u00eancia de algo. Por\u00e9m para Husserl (1990) o conhecimento \u00e9 incapaz de atingir as coisas em si, pois ele \u00e9 apenas conhecimento humano ligado \u00e0s formas intelectuais humanas e sendo a consci\u00eancia apenas <em>consci\u00eancia humana,<\/em> \u00e9 ela portanto um existir fenomenal, um modo de <em>ser-no-mundo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Bello (2006) a consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 lugar f\u00edsico ou espec\u00edfico, n\u00e3o possui car\u00e1ter ps\u00edquico ou espiritual, mas \u00e9 como um ponto de converg\u00eancia de nossas opera\u00e7\u00f5es. Segundo ela, s\u00f3 conhecemos a dimens\u00e3o corp\u00f3rea ps\u00edquica e espiritual gra\u00e7as a consci\u00eancia, que nos permite fazer ou dizer o que queremos. Para a autora o primeiro n\u00edvel de consci\u00eancia est\u00e1 no n\u00edvel dos <em>atos perceptivos,<\/em> como os de ver e tocar, estando no segundo n\u00edvel os <em>atos reflexivos,<\/em> esp\u00e9cie de consci\u00eancia dos atos perceptivos, onde est\u00e3o registrados os atos, sendo no terreno do registro dos atos onde tudo que \u00e9 vivenciado por n\u00f3s se passa e ao nos basearmos na an\u00e1lise das sensa\u00e7\u00f5es corp\u00f3reas que registramos, n\u00f3s podemos afirmar que temos um corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Continuando com o pensamento de Bello (2006) al\u00e9m da esfera corp\u00f3rea e ps\u00edquica, h\u00e1 a esfera do <em>esp\u00edrito,<\/em> aonde registramos o ato de controle do nosso corpo e da nossa psique. O <em>esp\u00edrito <\/em>\u00e9 a parte humana que reflete, avalia e decide e est\u00e1 ligada aos atos da compreens\u00e3o, reflex\u00e3o e decis\u00e3o. Husserl via como importante a nossa dimens\u00e3o ps\u00edquica, ou inconsciente, que na vis\u00e3o freudiana \u00e9 quem comanda o nosso inconsciente. Por\u00e9m, ela n\u00e3o a \u00fanica a nos comandar, havendo a dimens\u00e3o espiritual, que tamb\u00e9m o faz.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3. <strong>O m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A fenomenologia objetiva evidenciar o &#8220;o pr\u00f3prio modo de ser dos objetos que constituem a consci\u00eancia humana&#8221; (GALEFFI, 2000, p. 24) atrav\u00e9s da estrutura fenomenal da consci\u00eancia, elucidando e rastreando de forma gradual todas a possibilidades de dados da consci\u00eancia, ou seja, ela \u00e9 uma ci\u00eancia dos conhecimentos como manifesta\u00e7\u00f5es dos atos da consci\u00eancia e dos fen\u00f4menos que se exibem e tornam-se conscientes de forma passiva ou ativa (HUSSERL, 1990).<\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade do m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico \u00e9 ser descritivo, n\u00e3o emp\u00edrico, dedutivo ou indutivo. Seu ponto inicial \u00e9 a compreens\u00e3o do viver, centrando-se na experi\u00eancia humana (BOAVA &amp; MACEDO, 2011). De acordo com Andion (2003, p. 3) o m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico busca descrever e interpretar de forma profunda a experi\u00eancia vivida e os significados da vida humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s do m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico (ou redu\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica) h\u00e1 o <em>retorno \u00e0 consci\u00eancia<\/em>, um retorno \u00e0s coisas mesmas, fazendo que os objetos se revelem na sua constitui\u00e7\u00e3o, como correlatos da consci\u00eancia. Este retorno radical \u00e0 consci\u00eancia pura, cria a suspei\u00e7\u00e3o de todos os dados provenientes da consci\u00eancia emp\u00edrica (psicol\u00f3gica, existencial, \u00f4ntica), possibilitando a investiga\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia na sua constitui\u00e7\u00e3o, no modo que a consci\u00eancia constitui e \u00e9 constitu\u00edda pelos objetos em uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica indissol\u00favel (GALEFFI, 2000).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 varia\u00e7\u00f5es do m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico, n\u00e3o havendo somente um, ou o m\u00e9todo. Segundo Spiegleberg (1982, p. 681 apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011) um passo a passo que \u00e9 adotado por v\u00e1rios fenomen\u00f3logos \u00e9 o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Investigam-se os fen\u00f4menos particulares: tal investiga\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s do processo de intuir, analisar e descrever, onde: intuir \u00e9 empreender um esfor\u00e7o para se concentrar sobre o objeto, \u201cevitando que se perca a vis\u00e3o cr\u00edtica\u201d; analisar \u00e9 delimitar a estrutura e os elementos do fen\u00f4meno apreendido pela intui\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o se tratando de separ\u00e1-los, mas de distinguir no fen\u00f4meno os seus constituintes; e descrever \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos (BOAVA &amp; MACEDO, 2011, p. 474)<\/li><li>Investigam-se as ess\u00eancias gerais: etapa da intui\u00e7\u00e3o eid\u00e9tica. Se consideram os casos particulares como refer\u00eancia para descobrir as ess\u00eancias gerais. Nessa etapa, a imagina\u00e7\u00e3o tem papel importante, oferecendo a estrutura noem\u00e1tica. O essencial para a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 visto atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio norteador da intui\u00e7\u00e3o sobre o que pode e o que n\u00e3o pode ser imaginado como percep\u00e7\u00f5es. Nesta etapa o objeto n\u00e3o \u00e9 descrito, mas o que se pode enxergar como objetivo, utilizando-se da varia\u00e7\u00e3o imaginativa livre para distinguir o fen\u00f4meno original de sua ess\u00eancia (Boava e Macedo, 2011, p. 474).<\/li><li>Captam-se as principais rela\u00e7\u00f5es entre as ess\u00eancias: pode ser atrav\u00e9s da rela\u00e7\u00e3o entre coisas separadas, mas unidas, ou entre as partes de uma \u00fanica coisa.<\/li><li>Observam-se os modos de apari\u00e7\u00e3o dos objetos na consci\u00eancia.<\/li><li>Explora-se a constitui\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos na consci\u00eancia: atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise da sequ\u00eancia de etapas essenciais do fen\u00f4meno, buscando determinar o caminho que este seguiu para se estabelecer e tomar forma na consci\u00eancia, criando a possibilidade de determinar a estrutura t\u00edpica de sua constitui\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia.<\/li><li>Suspende-se a cren\u00e7a no fen\u00f4meno: etapa onde se faz o uso da <em>epoch\u00e9<\/em>, a coloca\u00e7\u00e3o entre parenteses, onde \u00e9 suspensa de forma moment\u00e2nea a faculdade de avaliar, para que se possa verificar o fen\u00f4meno em uma nova perspectiva.<\/li><li>Interpretam-se as significa\u00e7\u00f5es ocultas: por fim, busca-se descobrir os significados que n\u00e3o foram manifestados nas etapas de intui\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e descri\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A consci\u00eancia em si n\u00e3o \u00e9 posta em suspei\u00e7\u00e3o, mas sim todos os dados emp\u00edricos que se mostram fen\u00f4menos da consci\u00eancia e seu pr\u00f3prio modo da consci\u00eancia de conhecer, gerando um &#8220;conhecimento transcendental&#8221;, que d\u00favida de si mesmo. Para Galeffi (2000, p. 21) \u00e9 no ato cognoscente que constituem-se os objetos da consci\u00eancia e sendo a consci\u00eancia sempre consci\u00eancia de algo, o retorno \u00e0 consci\u00eancia \u00e9 um retorno para \u00e0s coisas mesmas, sendo este retorno, na vis\u00e3o de Husserl, o que possibilita que se construa uma ci\u00eancia da ess\u00eancia do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suas investiga\u00e7\u00f5es, Spiegelberg (1984) identificou que entre os passos mais usados por v\u00e1rios fenomen\u00f3logos est\u00e3o (apud BOAVA, MACEDO e ICHIKAWA, 2010):<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Intuir, analisar e descrever. Trata-se da investiga\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos particulares.<\/li><li>Considerar como refer\u00eancia os particulares, tentando investigar as ess\u00eancias gerais.<\/li><li>Abandonar alguns componentes, substituindo-os por outros, processo conhecido como varia\u00e7\u00e3o imaginativa livre, que intenciona captar as rela\u00e7\u00f5es essenciais entre as ess\u00eancias.<\/li><li>Observar os modos de apari\u00e7\u00e3o, havendo tr\u00eas sentidos de apar\u00eancia: 1) o aspecto do objeto a partir do todo; 2) a perspectiva, deforma\u00e7\u00e3o da apar\u00eancia do objeto; 3) os modos de clareza, sua nitidez ou graus podem diferir um do outro.<\/li><li>Determinar o caminho seguido para o estabelecimento e forma\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno na consci\u00eancia, visando explorar a constitui\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos, atrav\u00e9s da an\u00e1lise de seus passos.<\/li><li>A faculdade de avaliar \u00e9 suspendida momentaneamente, suspendendo o ju\u00edzo sobre a exist\u00eancia ou n\u00e3o do fen\u00f4meno, assumindo uma atitude neutra, para que se possa verificar o fen\u00f4meno sob nova perspectiva (redu\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica).<\/li><li>Se interpretam significa\u00e7\u00f5es ocultas.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>Em geral, os tr\u00eas primeiros passos s\u00e3o adotados por praticamente todos os fenomen\u00f3logos, j\u00e1 os dois \u00faltimos passos s\u00e3o praticados pelos adeptos da fenomenologia hermen\u00eautica (BOAVA, MACEDO e ICHIKAWA, 2010).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>3<\/strong><strong>. 1. <\/strong><strong>A redu\u00e7\u00e3o eid\u00e9tica e a redu\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo Boava e Macedo (2011) a redu\u00e7\u00e3o serve para diminuir o subjetivismo nos estudos baseados no m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico, havendo dois tipos: a eid\u00e9tica e a fenomenol\u00f3gica (ou transcendental).<\/p>\n\n\n\n<p>Na redu\u00e7\u00e3o eid\u00e9tica, o objetivo \u00e9 atingir o <em>eidos<\/em>, a ess\u00eancia (BOAVA &amp; MACEDO, 2011). O pesquisador deve seguir os seguintes passos: assumir uma atitude objetiva diante do dado, tentando ver somente o dado, o fen\u00f4meno; eliminar momentaneamente qualquer teorias, hip\u00f3teses, descobertas ou outros conhecimentos pr\u00e9vios; suspens\u00e3o das autoridade humanas e das tradi\u00e7\u00f5es das ci\u00eancias, somente observando as coisas que surgem diante dos olhos do pesquisador; revelar os fen\u00f4menos negligenciados, vendo todo o dado e n\u00e3o somente alguns aspectos do objeto; e descrever o objeto, analisando as suas partes (BOCHENSKI, 1971, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>J\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica busca desconsiderar o mundo real, em esp\u00e9cie de suspens\u00e3o do ju\u00edzo, colocando-o em par\u00eanteses para assim limitar o conhecimento ao fen\u00f4meno de experi\u00eancia da consci\u00eancia. Assim, \u00e9 rompida tanto a cren\u00e7a no mundo exterior bem como a cren\u00e7a que as coisas s\u00e3o como se mostram (BOAVA &amp; MACEDO, 2011).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4. <strong>Algumas tend\u00eancias no movimento fenomenol\u00f3gico<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Dentre as v\u00e1rias formas de fenomenologia est\u00e3o (BOAVA, MACEDO &amp; ICHIKAWA, 2010, p. 72; EMBREE et. al, 1997, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A <strong>f<\/strong><strong>enomenologia descritiva<\/strong>: abordagem considerada reflexiva, evidencial e descritiva dos encontros como tamb\u00e9m dos objetos como encontrados;<\/li><li>a <strong>fenomenologia realista<\/strong>: procura as ess\u00eancias universais de v\u00e1rios assuntos, por exemplo, as a\u00e7\u00f5es humanas e seus motivos;<\/li><li>a <strong>fenomenologia constitutiva<\/strong>: consciente da utiliza\u00e7\u00e3o da filosofia das ci\u00eancias naturais na fenomenologia e da aplica\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica e da redu\u00e7\u00e3o eid\u00e9tica;<\/li><li>a<strong> fenomenologia existencial<\/strong>: desenvolvida por Heidegger, discute conceitos como a\u00e7\u00e3o, conflito, desejo, finitude, opress\u00e3o e morte. A fenomenologia Heideggeriana se fundamenta nos seguintes pressupostos (ESPITIA, 2000):<ul><li>viver no mundo \u00e9 a forma b\u00e1sica de <em>ser-no-mundo<\/em> do ser humano. O mundo humano \u00e9 formado por um conjunto de rela\u00e7\u00f5es, compromissos e pr\u00e1ticas adquiridos dentro de uma cultura, algo possibilitado pela linguagem.<\/li><li>a atividade pr\u00e1tica \u00e9 a maneira fundamental em que as pessoas vivem no mundo. Para Heidegger (1999) os seres humanos, se involucram no mundo se submergindo de forma completa na atividade di\u00e1ria sem notar sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, comprometendo-se com as coisas que tem valor e significado de acordo com o seu mundo.<\/li><li>de uma forma n\u00e3o te\u00f3rica, os seres humanos s\u00e3o capazes de interpretar a si mesmos, s\u00e3o auto interpretativos. O que \u00e9 preocupante e importante para uma pessoa \u00e9 ilustrado por seus interesses e inquietudes. Atrav\u00e9s da linguagem, a pessoa se representa no mundo, moldando a sua vida.<\/li><li>a pessoa n\u00e3o s\u00f3 tem um corpo, mas \u00e9 corporal.<\/li><li>a pessoa \u00e9 um <em>ser-no-tempo<\/em>.<\/li><\/ul><\/li><li>a <strong>fenomenologia hermen\u00eautica<\/strong>: considera que a exist\u00eancia humana \u00e9 interpretativa, incluindo todas as tend\u00eancias filos\u00f3ficas supracitadas, por\u00e9m, dando maior \u00eanfase a hermen\u00eautica, considerando s\u00f3 ser poss\u00edvel compreender o fen\u00f4meno dentro do contexto em que ele aparece. Neste ramo da pesquisa fenomenol\u00f3gica n\u00e3o h\u00e1 um ponto de chegada, todo o processo se inicia e retorna a experi\u00eancia vivida (SILVA, REBELO &amp; CUNHA, 2006).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5. <strong>A fenomenologia nas pesquisas emp\u00edricas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa fenomenol\u00f3gica \u00e9 centrada na quest\u00e3o de que maneira as pessoas experienciam o mundo, com o intuito de conhecer o mundo em que elas vivem como seres humanos (VAN MANEN, 1990, apud SILVA, REBELO &amp; CUNHA, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Bello (2006) afirma que as ci\u00eancias humanas n\u00e3o podem constitu\u00edrem-se efetivamente sem a apreens\u00e3o adequada do que vem a ser a dimens\u00e3o espiritual em sua rela\u00e7\u00e3o com a psique e com a corporeidade. Diferentemente das pequisas em moldes positivistas, uma pesquisa fenomenol\u00f3gica n\u00e3o pode seguir modelos pr\u00e9-definidos. Em geral o pesquisador que come\u00e7a uma pesquisa fenomenol\u00f3gica n\u00e3o possui um problema formulado de maneira clara e objetiva, nem hip\u00f3teses de trabalho, meios para definir previamente a extens\u00e3o da amostra, ou como estruturar os instrumentos de coleta de dados e seus procedimentos de an\u00e1lise (GIL, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva positivista, os fatos sociais s\u00e3o tratados como coisas, cabendo ao pesquisador definir a \u00e1rea n\u00e3o explorada no conhecimento e propor a realiza\u00e7\u00e3o de uma pesquisa, atrav\u00e9s do uso procedimentos t\u00e9cnicos j\u00e1 reconhecidos pela comunidade cient\u00edfica. J\u00e1 na pesquisa fenomenol\u00f3gica, a explica\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise dos fatos n\u00e3o s\u00e3o privilegiados, dando lugar a descri\u00e7\u00e3o (GIL, 2010). Os fatos n\u00e3o s\u00e3o tomados como coisas em si e h\u00e1 a inten\u00e7\u00e3o de fazer o leitor da pesquisa adentrar no fen\u00f4meno pesquisado, refletindo sobre sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, partindo do relato feito pelo entrevistado (ANDION, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Giorgi (2008, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011) uma pesquisa fenomenol\u00f3gica deve demonstrar que possui conhecimento da natureza intencional da consci\u00eancia, utilizar da redu\u00e7\u00e3o e de pr\u00e1ticas descritivas minuciosas, buscando por meio de varia\u00e7\u00f5es livres e imagin\u00e1rias, ess\u00eancias ou estruturas pr\u00f3prias \u00e0 disciplina.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor de uma pesquisa fenomenol\u00f3gica deve trazer o leitor para dentro da quest\u00e3o de pesquisa, deixando este maravilhado com a natureza do fen\u00f4meno, n\u00e3o simplesmente escrevendo a quest\u00e3o de pesquisa ao in\u00edcio de seu trabalho e a respondendo no final (VAN MANEN, 1990, apud SILVA, REBELO &amp; CUNHA, 2006). Segundo Andion (2003) uma pesquisa fenomenologia nunca ser\u00e1 <em>a<\/em> interpreta\u00e7\u00e3o, mas sim, <em>uma<\/em> interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>5. 1. Etapas de uma pesquisa fenomenol\u00f3gica<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O primeiro momento de uma pesquisa fenomenol\u00f3gica \u00e9 o pr\u00e9-reflexivo, onde o pesquisador pretende conhecer algo, por\u00e9m, um algo que n\u00e3o est\u00e1 bem explicitado (BICUDO, 1994, apud GIL, 2010). A pergunta inicial feita pelo pesquisador serve como norte e deve ser elaborada de forma que o pesquisador tenha liberdade (ESP\u00d3SITO, 1994, apud GIL, 2010). N\u00e3o pode ser formulada definitivamente, pois pode ser alterada no decorrer da rela\u00e7\u00e3o com o pesquisado. Diferente de outros m\u00e9todos de pesquisa, no m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico o pesquisador n\u00e3o elabora hip\u00f3teses para responder o problema, pois deve tentar deixar de lado o que conhece ou sup\u00f5e sobre o fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>Para obten\u00e7\u00e3o de dados, em geral o procedimento mais adequado \u00e9 a de pedir aos participantes que relatem por escrito sua experi\u00eancia, por\u00e9m, como muitas pessoas possuem limita\u00e7\u00f5es na express\u00e3o atrav\u00e9s da escrita, entrevistas costumam serem a t\u00e9cnica mais empregada, em especial a entrevista n\u00e3o estruturada (VAN MANEN, 1990, apud GIL, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Os temas na pesquisa fenomenol\u00f3gica s\u00e3o delimitados com base no estabelecimento de categorias e s\u00e3o uma modo de encontrar significados do mundo vivido pelo pesquisado (SILVA &amp; CUNHA, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Bicudo (1994) afirma que vale a pena lembrar que o m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico foi transposto para as ci\u00eancias emp\u00edricas pelos seguidores de Husserl, n\u00e3o por ele (apud GIL, 2010). Um dos primeiros a adaptar o m\u00e9todo fenomenol\u00f3gico da filosofia para as ci\u00eancias emp\u00edricas foi Van Kaan (1956; 1966), com a adapta\u00e7\u00e3o mais usada de seu m\u00e9todo consistindo nos seguintes passos (apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011, p. 477):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>classificam-se os dados em categorias;<\/li><li>precisam-se os termos advindos da fala do sujeito pesquisado;<\/li><li>eliminam-se os elementos que n\u00e3o sejam inerentes ao fen\u00f4meno;<\/li><li>identificam-se os constituintes descritivos da experi\u00eancia;<\/li><li>e aplica-se a descri\u00e7\u00e3o da etapa anterior a determinadas entrevistas selecionadas aleatoriamente.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as etapas anteriores serem conclu\u00eddas com sucesso, pode ser considerada como v\u00e1lida e efetiva a descri\u00e7\u00e3o dos constituintes do fen\u00f4meno que est\u00e1 sendo investigado.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma varia\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de Van Kaam \u00e9 a de Moustakas (1994, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011) onde todas as express\u00f5es relevantes para a experi\u00eancia s\u00e3o listadas e agrupadas, determinam-se os componentes invariantes, usando como crit\u00e9rio a possibilidade da express\u00e3o ser rotulada abstratamente e se ela cont\u00e9m &#8220;um momento da experi\u00eancia que seja um componente necess\u00e1rio e suficiente para compreend\u00ea-la (&#8230;)&#8221; (BOAVA &amp; MACEDO, 2011, p. 477). Os componentes invariantes s\u00e3o ent\u00e3o agrupados e tematizados, devendo estarem expressos de forma explicita na transcri\u00e7\u00e3o da entrevista, ou, caso n\u00e3o estejam, devem ser compat\u00edveis com eles, eliminando-se os que estejam fora desses dois crit\u00e9rios. Os constituintes invariantes validados e temas para cada descri\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia s\u00e3o usados para a descri\u00e7\u00e3o textual individual e a partir desta descri\u00e7\u00e3o, \u00e9 feita a descri\u00e7\u00e3o estrutural individual, que se baseia na descri\u00e7\u00e3o de cada experi\u00eancia e na varia\u00e7\u00e3o imaginativa livre. Por fim, \u00e9 feita a descri\u00e7\u00e3o textual estrutural, descri\u00e7\u00e3o que deve representar o grupo como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Van Manen (1990, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011) possui outra varia\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo, onde procura-se atribuir sentido a algum aspecto da experi\u00eancia humana, que \u00e9 explorado em todas as suas modalidades e aspectos, refletindo sobre sobre os temas essenciais que caracterizam o fen\u00f4meno e evitando que concep\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias, lembran\u00e7as e opini\u00f5es preconcebidas do investigador atrapalhem a investiga\u00e7\u00e3o. Por fim, o contexto da pesquisa deve ser equilibrado, considerando as partes e o todo do fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro m\u00e9todo \u00e9 o elaborado por Colaizzi (1978, apud BOAVA &amp; MACEDO, 2011). Nele, deve-se:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>adquirir uma vis\u00e3o do conjunto, lendo cada relato;<\/li><li>extrair destes relatos demonstra\u00e7\u00f5es significativas, formulando significados extra\u00eddos das coloca\u00e7\u00f5es dos sujeitos;<\/li><li>descrever os fen\u00f4menos investigados de forma exaustiva, bem como a sua estrutura fundamental;<\/li><li>verificar os resultados obtidos com os participantes da pesquisa.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Por fim, h\u00e1 o m\u00e9todo de Giorgi (1985), que de acordo com Boava e Macedo (2011) \u00e9 o m\u00e9todo mais utilizado na ci\u00eancias humanas, sendo este constitu\u00eddo das seguintes quatro etapas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>se obt\u00eam um sentido do todo atrav\u00e9s da leitura simples do texto;<\/li><li>as unidades de sentido s\u00e3o discriminadas, de acordo com o interesse da pesquisa;<\/li><li>as express\u00f5es da linguagem do sujeito pesquisado s\u00e3o transformadas numa linguagem onde o fen\u00f4meno investigado \u00e9 pesquisado, tentando chegar a uma categoria geral;<\/li><li>transformam-se os resultados das unidades de sentido em coloca\u00e7\u00f5es, sintetizando, integrando e descrevendo as descobertas das unidades mais significativas.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>ABBAGNANO, Nicola. Hist\u00f3ria da Filosofia. Vol. I a XIV. 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>ANDION, Carolina. Ser ou estar gerente? Reflex\u00f5es sobre a trajet\u00f3ria e o aprendizado gerenciais. <strong>Ciencias da Administra\u00e7ao<\/strong>, v. 5, n. 9, p. 2, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>BELLO, Angela Ales. <strong>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 fenomenologia<\/strong>. Edusc, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>BOAVA, Diego Luiz Teixiera; MACEDO, Fernanda Maria Fel\u00edcio; ICHIKAWA, Elisa Yoshie. Guerreiro Ramos e a fenomenologia: redu\u00e7\u00e3o, mundo e existencialismo. <strong>Organiza\u00e7\u00f5es &amp; Sociedade<\/strong>, v. 17, n. 52, p. 69-83, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>BOAVA, Diego Luiz Teixeira; MACEDO, Fernanda Maria Fel\u00edcio. Contribui\u00e7\u00f5es da fenomenologia para os estudos organizacionais. <strong>Cadernos Ebape. BR<\/strong>, v. 9, p. 469-487, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>CAPALBO, Creusa. <strong>Fenomenologia e ci\u00eancias humanas<\/strong>. Editora UEL, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>DA SILVA, Fabiula Meneguete Vides; DE ALMEIDA CUNHA, Cristiano Jos\u00e9 Castro. Reflex\u00f5es acerca da experi\u00eancia vivida na universidade: a transi\u00e7\u00e3o de l\u00edder para contribuidor individual. <strong>Revista de Administra\u00e7\u00e3o de Roraima-RARR<\/strong>, v. 6, n. 2, p. 274-298, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>ESPITIA, Edelmira Castillo. La fenomenolog\u00eda interpretativa como alternativa apropiada para estudiar los fen\u00f3menos humanos. <strong>Investigaci\u00f3n y educaci\u00f3n en enfermer\u00eda<\/strong>, v. 18, n. 1, p. 27-35, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>GALEFFI, Dante Augusto. O que \u00e9 isto\u2013a fenomenologia de Husserl. <strong>Revista Idea\u00e7\u00e3o, Feira de Santana<\/strong>, v. 5, p. 13-36, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>GIL, Ant\u00f4nio Carlos. O projeto na pesquisa fenomenol\u00f3gica. <strong>Anais do IV Semin\u00e1rio Internacional de Pesquisa e Estudos Qualitativos<\/strong>, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petr\u00f3polis, RJ. <strong>Vozes<\/strong>, v. 1, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>HUSSERL, Edmund. Elementos de uma elucida\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica do conhecimento. HUSSERL, E. <strong>Investiga\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas: sexta investiga\u00e7\u00e3o: elementos de uma elucida\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica do conhecimento.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Nova Cultural (publicado originalmente em 1901), 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>HUSSERL, Edmund Gustav Albrecht; DA FENOMENOLOGIA, A. Id\u00e9ia. Tradu\u00e7\u00e3o: Artur Mor\u00e3o. <strong>Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es<\/strong>, v. 70, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, A.; REBELO, L.; CUNHA, CJCA. Aprendizagem de gerentes: a perspectiva da experi\u00eancia vivida. <strong>Encontro Anual da Anpad, XXX<\/strong>, 2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. O que \u00e9 a fenomenologia? &#8220;Fen\u00f4meno&#8221; significa aquilo que se mostra, n\u00e3o somente aquilo que aparece ou parece (BELLO, 2006) ou nas palavras de Husserl: &#8220;tudo aquilo que \u00e9 viv\u00eancia, unidade de viv\u00eancia de um eu (&#8230;)&#8221; (HUSSERL, 1988, p. 176) sendo para o autor necess\u00e1rio a utiliza\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo para que se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2940,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[414,392,391,390,393,415],"class_list":["post-2921","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-articles","tag-ciencias-sociais","tag-fenomenologia","tag-methodology","tag-metodologia","tag-phenomenology","tag-social-sciences"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.2","language":"br","enabled_languages":["en","br"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"br":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/husserl4-150x150.jpeg",150,150,true],"full":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/husserl4.jpeg",1200,675,false]},"categories_names":{"3":{"name":"Articles","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/category\/articles\/"}},"tags_names":{"414":{"name":"ci\u00eancias sociais","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/ciencias-sociais\/"},"392":{"name":"fenomenologia","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/fenomenologia\/"},"391":{"name":"Methodology","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/methodology\/"},"390":{"name":"metodologia","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/metodologia\/"},"393":{"name":"phenomenology","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/phenomenology\/"},"415":{"name":"social sciences","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/social-sciences\/"}},"comments_number":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2921"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2942,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2921\/revisions\/2942"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}