{"id":2826,"date":"2021-03-01T20:41:00","date_gmt":"2021-03-01T23:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=2826"},"modified":"2021-03-01T20:56:05","modified_gmt":"2021-03-01T23:56:05","slug":"entrepreneurship-the-blind-men-and-the-elephant","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/entrepreneurship-the-blind-men-and-the-elephant\/2021\/","title":{"rendered":"Empreendedorismo: Os Cegos e o Elefante"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta s\u00e9rie de 3 cap\u00edtulos apresentaremos o empreendedorismo por meio de suas tr\u00eas principais Escolas: Econ\u00f4mica, Comportamental e Gerencial. A par\u00e1bola \u2018Os cegos e o elefante\u2019<a href=\"#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a> \u00e9 utilizada ao longo dos cap\u00edtulos \u2013 tomamos a liberdade em fazer algumas adapta\u00e7\u00f5es para o fim did\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Em uma cidade da \u00cdndia moravam seis s\u00e1bios, todos cegos. Por serem s\u00e1bios, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam. Embora fossem companheiros, havia uma certa rivalidade entre eles, que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais s\u00e1bio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e n\u00e3o chegarem a um acordo, o sexto s\u00e1bio ficou t\u00e3o aborrecido que resolveu ir morar sozinho em uma caverna no alto da montanha, dizendo aos seus companheiros: \u2018Somos cegos para que possamos ouvir e compreender a verdade da vida e aconselhar os necessitados. Em vez disso, voc\u00eas ficam a\u00ed brigando, como se quisessem ganhar uma competi\u00e7\u00e3o.\u2019 No dia seguinte, chegou \u00e0 cidade um rei montado num um grande elefante, que ele usava para trabalhos pesados \u200b\u200be para assustar seus inimigos em batalha. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para o encontro dele.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cap\u00edtulo de hoje, o primeiro dos tr\u00eas, falaremos sobre a Escola Econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O primeiro s\u00e1bio, tateando o ar, agarrou a tromba do elefante. O elefante surpreso come\u00e7ou a movimentar sua tromba. O s\u00e1bio, por sua vez, assustado, exclamou: \u2018Este elefante \u00e9 como uma cobra, mas muito grande e agitada.\u2019<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O empreendedorismo surge por meio dos escritos do economista Richard Cantillon (aprox. 1680-1734), banqueiro franco-irland\u00eas cuja obra \u2018<em>Essai Sur la Nature du Commerce en G\u00e9n\u00e9ral\u2019<\/em>, publicada postumamente em 1755, atrelou o empreendedorismo \u00e0 economia e o empreendedor ao seu papel no desenvolvimento econ\u00f4mico. O economista reconheceu que as discrep\u00e2ncias entre a demanda e a oferta em um mercado criam oportunidades para comprar por um pre\u00e7o e vender a outro mais alto. Ele chamou de empreendedor aqueles que recebem um chamado para exercer seu julgamento de neg\u00f3cio e aproveitam as oportunidades de lucro n\u00e3o realizadas (H\u00c9BERT; LINK, 1989; LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O empreendedor \u00e9 considerado um protagonista da atividade econ\u00f4mica (STEVENSON; JARILLO, 1990) que se envolve nas trocas de mercado com a finalidade de obter lucro (H\u00c9BERT; LINK, 1989). Ainda na defini\u00e7\u00e3o de Cantillon, encontra-se a \u00eanfase no risco: o empreendedorismo \u00e9 visto como uma quest\u00e3o de previs\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o para assumir riscos (LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cantillon diferencia o empreendedor do capitalista. Se o empreendedor \u00e9 aquele que faz escolhas conscientes sobre a aloca\u00e7\u00e3o de recursos a fim de explor\u00e1-los de forma a obter o maior retorno financeiro poss\u00edvel, o capitalista \u00e9 aquele que apenas fornece o capital (LANDSTR\u00d6M, 2005). Mesmo diante da diferencia\u00e7\u00e3o entre um e outro, o entendimento do empreendedor como um \u2018homem de neg\u00f3cios\u2019 perdurou (STEVENSON; JARILLO, 1990).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan\u00e7as ocorriam lentamente nesse per\u00edodo e, gradativamente, passaram a existir novas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e novas formas de rela\u00e7\u00f5es sociais, emergindo uma nova forma de pensar. Essa nova forma de pensar impactou tamb\u00e9m a ci\u00eancia econ\u00f4mica e o economista, sendo Adam Smith (1723-1790) um dos principais respons\u00e1veis. Seus escritos estabeleceram as bases para a teoria econ\u00f4mica moderna, entretanto, o autor n\u00e3o diferencia o empreendedor do capitalista \u2013 o que lhe rendeu cr\u00edticas. A falha em isolar a fun\u00e7\u00e3o empreendedora da propriedade de capital tornou-se uma pr\u00e1tica padr\u00e3o entre os economistas cl\u00e1ssicos (LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s Adam Smith, o economista franc\u00eas Jean Baptiste Say (1767-1832) foi o respons\u00e1vel por retomar a quest\u00e3o do empreendedorismo distinta do capital. Dividindo o desenvolvimento industrial em tr\u00eas diferentes atividades, ele diferencia a pesquisa, o empreendedorismo e a produ\u00e7\u00e3o. A primeira \u00e9 conduzida por pesquisadores com a finalidade de gera\u00e7\u00e3o de conhecimento: a transforma\u00e7\u00e3o desse conhecimento em produtos utiliz\u00e1veis \u00e9 fun\u00e7\u00e3o dos empreendedores, tamb\u00e9m respons\u00e1veis por organizar os fatores de produ\u00e7\u00e3o e, por fim, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pelos trabalhadores. Na vis\u00e3o de Say, o empreendedor era quem organizava e combinava meios de produ\u00e7\u00e3o com o objetivo de produzir bens. Entretanto, a fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorria \u2018por acaso\u2019, o empreendedor deveria desenvolver um bem ou servi\u00e7o que fornecesse alguma forma de valor ou utilidade e, assim como Cantillon, tamb\u00e9m reconheceu o risco envolvido na fun\u00e7\u00e3o (LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das defini\u00e7\u00f5es mais conhecidas e utilizada at\u00e9 os dias de hoje \u2013 considerada a defini\u00e7\u00e3o mais citada dentro do campo do empreendedorismo \u2013 foi cunhada por Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) (FERREIRA; PINTO; MIRANDA, 2015; FERREIRA; LOIOLA; GONDIM, 2020). Em seu livro, \u2018Teoria do Desenvolvimento Econ\u00f4mico\u2019, publicado em 1911, o autor constr\u00f3i uma nova teoria econ\u00f4mica abordando temas como a import\u00e2ncia do capital, a cria\u00e7\u00e3o de riqueza e ciclos econ\u00f4micos. Considerado pai do empreendedorismo, seus escritos sobre o fen\u00f4meno tiveram grande impacto enquanto seus outros pensamentos n\u00e3o foram facilmente aceitos dentro da economia (LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Schumpeter (1982), o sistema econ\u00f4mico est\u00e1 predominantemente em equil\u00edbrio e o que faz com que o crescimento econ\u00f4mico aconte\u00e7a n\u00e3o \u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o de capital, mas a inova\u00e7\u00e3o, a qual surge do processo de \u2018destrui\u00e7\u00e3o criadora\u2019. Uma vez iniciada, a destrui\u00e7\u00e3o cria o desejo de consumo de algo que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o existia, gerando e alterando h\u00e1bitos de consumo. As inova\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m chamadas de novas combina\u00e7\u00f5es, podem ser novos produtos ou servi\u00e7os, novos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o, novos bens de investimento, novas organiza\u00e7\u00f5es e\/ou novos mercados (SCHUMPETER, 1982; LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O empreendedor \u00e9 o agente respons\u00e1vel por romper o equil\u00edbrio do sistema econ\u00f4mico por meio da inova\u00e7\u00e3o. Ele, o empreendedor inovador, \u00e9 imitado por um \u2018enxame\u2019 de empreendedores n\u00e3o inovadores, que investem recursos para produzir e imitar as inova\u00e7\u00f5es que foram criadas (SCHUMPETER, 1982; STEVENSON; JARILLO, 1990). Ainda, ele argumenta que os empreendedores s\u00e3o caracterizados pelo desejo de fundar reinos privados, a vontade de conquistar e a alegria de criar (LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vis\u00e3o de Schumpeter foi um divisor de \u00e1guas para o campo (STEVENSON; JARILLO, 1990). Os estudos antes dele s\u00e3o considerados cl\u00e1ssicos e posteriores a ele seguiram tr\u00eas principais tradi\u00e7\u00f5es intelectuais: a Escola Alem\u00e3, a Escola Austr\u00edaca e a Escola de Chicago (H\u00c9BERT; LINK, 1982).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Schumpeter (1883-1950) foi o fundador do pensamento da Escola Alem\u00e3, tendo seus estudos continuados por Cole (1889-974), que manteve as ideias originais do famoso economista, tendo a inova\u00e7\u00e3o como ess\u00eancia do empreendedorismo (CUERVO; RIBEIRO; ROIG, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Escola Austr\u00edaca \u00e9 representada por Kirzner (1930-) com base nos estudos de von Mises (1881-1973) e von Hayek (1899-1992) (LANDSTR\u00d6M, 2005). O pensamento austr\u00edaco difere do pensamento alem\u00e3o principalmente na quest\u00e3o do equil\u00edbrio do mercado. Em vez de criar desiquil\u00edbrios, o empreendedor, para a Escola Austr\u00edaca, busca desiquil\u00edbrios existentes e faz a tentativa de reequilibrar o sistema econ\u00f4mico (KIRZNER, 1979).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo \u2018alerta empreendedor\u2019 foi cunhado pelos estudiosos da Escola e significa que o empreendedor precisa estar alerta para descobrir tais desequil\u00edbrios, esses que s\u00e3o considerados oportunidades que resultar\u00e3o em lucro. Entretanto, a descoberta de oportunidades s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre necessidades e recursos de diferentes atores que auxiliam o empreendedor a coordenar recursos de forma mais eficaz e, consequentemente, conduzir seus processos em dire\u00e7\u00e3o ao equil\u00edbrio (KIRZNER, 1979; LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, para a Escola Austr\u00edaca, o empreendedor \u00e9 aquele que possui conhecimento superior das imperfei\u00e7\u00f5es do mercado e sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o dessas imperfei\u00e7\u00f5es ou desiquil\u00edbrios, por meio da percep\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de oportunidades de lucro, gerando ent\u00e3o o equil\u00edbrio dentro da economia de mercado (CUERVO; RIBEIRO; ROIG, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Escola de Chicago, tamb\u00e9m conhecida como neocl\u00e1ssica, \u00e9 representada por Knight (1885-1972), que retoma a quest\u00e3o de risco e incerteza, surgida dentro dos estudos cl\u00e1ssicos (H\u00c9BERT; LINK, 1982). Em sua tese, \u2018<em>Risk, Uncertainty and Profit\u2019<\/em> (1916, revisada em 1921), Knight aprofunda a quest\u00e3o e prop\u00f5es tr\u00eas classifica\u00e7\u00f5es: risco, incerteza e incerteza verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O risco existe quando os resultados, apesar de incertos, podem ser previstos com algum grau de probabilidade, isto \u00e9, o futuro pode ser conhecido e quantific\u00e1vel. A incerteza surge quando a probabilidade dos resultados n\u00e3o pode ser calculada, isto \u00e9, o futuro \u00e9 desconhecido podendo ser estimado a partir de estudos dos eventos probabil\u00edsticos ao longo do tempo. J\u00e1 a incerteza verdadeira, ou incerteza Knightiana, ocorre quando o futuro n\u00e3o \u00e9 apenas desconhecido, mas tamb\u00e9m incognosc\u00edvel, com inst\u00e2ncias inclassific\u00e1veis \u200b\u200be uma distribui\u00e7\u00e3o inexistente de resultados (SARASVATHY <em>et al.<\/em>, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa escola considera que o empreendedorismo \u00e9 caracterizado principalmente pela incerteza verdadeira pois, se a mudan\u00e7a no mercado for previs\u00edvel, n\u00e3o h\u00e1 oportunidade de lucro. Assim, o empreendedor recebe retorno por tomar decis\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es de incerteza verdadeira e sua principal capacidade \u00e9 lidar com ela (LANDSTR\u00d6M, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suma, os estudos da Escola Econ\u00f4mica se subdividem em quatro tradi\u00e7\u00f5es: os estudos Cl\u00e1ssicos, da Escola Alem\u00e3, da Escola Austr\u00edaca e da Escola de Chicago. O quadro 1 apresenta o resumo dessas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quadro 1 \u2013 Quadro Resumo Escola Econ\u00f4mica<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Tradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Principais estudiosos<\/strong><\/td><td><strong>Contribui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Estudos Cl\u00e1ssicos<\/strong><\/td><td>Cantillon (aprox. 1680-1734); Say (1767-1832)<\/td><td>Fun\u00e7\u00e3o do empreendedor, comprar por um pre\u00e7o e vender por outro com o objetivo de obter lucro. Disposi\u00e7\u00e3o para assumir riscos. Diferen\u00e7a entre empreendedor e capitalista.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Escola Alem\u00e3<\/strong><\/td><td>Schumpeter (1883-1950); Cole (1889-974)<\/td><td>O empreendedorismo \u00e9 relacionado a inova\u00e7\u00e3o. O mercado est\u00e1 em equil\u00edbrio e o empreendedor \u00e9 quem gera a inova\u00e7\u00e3o por meio da destrui\u00e7\u00e3o criadora.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Escola Austr\u00edaca<\/strong><\/td><td>Von Mises (1881-1973); Von Hayek (1899-1992); Kirzner (1930-)<\/td><td>O empreendedor \u00e9 quem identifica os desiquil\u00edbrios do mercado e busca equilibr\u00e1-lo. Alerta empreendedor. Identifica\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de oportunidades.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Escola de Chicago<\/strong><\/td><td>Knight (1885-1972)<\/td><td>A quest\u00e3o do risco assumido pelo empreendedor \u00e9 retomada e aprofundada. Diferen\u00e7a entre risco, incerteza e incerteza verdadeira.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Elaborado pelos autores (2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Decorrente o exposto, os estudos que investigam o empreendedorismo, em um primeiro momento, buscaram definir o empreendedor com base na fun\u00e7\u00e3o que ele desempenha no \u00e2mbito econ\u00f4mico (VECIANA, 2007), ou seja, grande parte do foco dos estudos \u00e9 voltado \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o empresarial. Uma vez que a fun\u00e7\u00e3o do empreendedor foi definida, o foco dos estudos atuais passou a ser os resultados gerados a partir das atividades empreendedoras (STEVENSON; JARILLO, 1990). Al\u00e9m disso, os estudos trabalham temas como: inova\u00e7\u00e3o, alerta empreendedor, risco e incerteza (VECIANA, 2007). Para os estudiosos da Escola Econ\u00f4mica o empreendedorismo est\u00e1 na raiz da melhoria econ\u00f4mica, frisando a implica\u00e7\u00e3o de que \u2018quanto mais empreendimentos, melhor\u2019 (STEVENSON; JARILLO, 1990), passando a explicar o lucro econ\u00f4mico por meio da fun\u00e7\u00e3o empreendedora (VECIANA, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pr\u00f3ximo cap\u00edtulo falaremos sobre a Escola Comportamental, n\u00e3o perca!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CUERVO, \u00c1.; RIBEIRO, D.; ROIG, S. <strong>Entrepreneurship<\/strong>: concepts, theory and perspective. Introduction. <em>In:<\/em>&nbsp;CUERVO, \u00c1.; RIBEIRO, D.; ROIG, S. (ed.). <strong>Entrepreneurship<\/strong>: concepts, theory and perspective. Heidelberg: Springer, 2007. p. 1-20.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FERREIRA, M. P. V.; PINTO, C. F.; MIRANDA, R. M. Tr\u00eas D\u00e9cadas de Pesquisa em Empreendedorismo: uma revis\u00e3o dos principais peri\u00f3dicos internacionais de empreendedorismo.&nbsp;<strong>REAd. Revista Eletr\u00f4nica de Administra\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 21, n. 2, p. 406-436, 2015. DOI: https:\/\/doi.org\/10.1590\/1413-2311.0342014.52536.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FERREIRA, A. S. M.; LOIOLA, E.; GONDIM, S. M. G. Produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em empreendedorismo no Brasil: uma revis\u00e3o de literatura de 2004 a 2020. <strong>Revista Gest\u00e3o e Planejamento<\/strong>, v. 21, p. 317-393, jan.\/dez. 2020. DOI: 10.21714\/2178-8030gep.v.21.5618.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00c9BERT, R. F.; LINK, A. N. In search of the meaning of entrepreneurship.&nbsp;<strong>Small business economics<\/strong>, v. 1, n. 1, p. 39-49, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KIRZNER, I. M. Producer, entrepreneur and the right to property. In: KIRZNER, I. M. <strong>Perception, Opportunity, and Profit<\/strong>: Studies in the Theory of Entrepreneurship. Chicago: University of Chicago Press, 1979, p. 1-17.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LANDSTR\u00d6M, H.&nbsp;<strong>Pioneers in entrepreneurship and small business research<\/strong>. Berlin\/Heidelberg: Springer Science &amp; Business Media, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SARASVATHY, S. D. <em>et al<\/em>. Three views of entrepreneurial opportunity. <em>In:<\/em> ACS, Z. J.; AUDRETSCH, D. B. (ed.). <strong>Handbook of entrepreneurship research<\/strong>. Boston: Springer, 2003. p. 141-160.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SCHUMPETER, J. A. <strong>The theory of economic development<\/strong>: An inquiry into profits, capital, credit, interest, and the business cycle (1912\/1934).&nbsp;Piscataway, Nova Jersey: Transaction Publishers, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STEVENSON, H. H., JARILLO, J. C. A paradigm of entrepreneurship: Entrepreneurial management. <strong>Strategic Management Journal<\/strong>, v. 11, n. 1, p. 17\u201327, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VECIANA, J. M. Entrepreneurship as a scientific research programme. <em>In:<\/em>&nbsp;CUERVO, \u00c1.; RIBEIRO, D.; ROIG, S. (ed.). <strong>Entrepreneurship<\/strong>: concepts, theory and perspective. Heidelberg: Springer, 2007. p. 23-71.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#sdfootnote1anc\">1<\/a> N\u00e3o se sabe a origem da par\u00e1bola, alguns a atribuem a cultura Hindu, Jaina ou Budista. A primeira vers\u00e3o da rastre\u00e1vel parece ser no texto budista&nbsp;<em>Udana 6.4<\/em>, datado de meados do primeiro mil\u00eanio a.C. Entretanto, acredita-se que ela \u00e9 mais antiga que o pr\u00f3prio texto budista. Sua popularidade ascendeu atrav\u00e9s do poema de John Godfrey Saxe&nbsp;(1816-1887).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta s\u00e9rie de 3 cap\u00edtulos apresentaremos o empreendedorismo por meio de suas tr\u00eas principais Escolas: Econ\u00f4mica, Comportamental e Gerencial. A par\u00e1bola \u2018Os cegos e o elefante\u20191 \u00e9 utilizada ao longo dos cap\u00edtulos \u2013 tomamos a liberdade em fazer algumas adapta\u00e7\u00f5es para o fim did\u00e1tico. Em uma cidade da \u00cdndia moravam seis s\u00e1bios, todos cegos. 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