{"id":2583,"date":"2020-12-03T10:38:09","date_gmt":"2020-12-03T13:38:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=2583"},"modified":"2021-02-23T20:42:46","modified_gmt":"2021-02-23T23:42:46","slug":"virtues-and-utilitarianism-an-impossible-dialogue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/virtues-and-utilitarianism-an-impossible-dialogue\/2020\/","title":{"rendered":"Virtudes e utilitarismo: um di\u00e1logo imposs\u00edvel?"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c0 primeira vista, o utilitarismo e a \u00e9tica das virtudes s\u00e3o correntes de pensamento absolutamente incompat\u00edveis: o utilitarismo apela para um princ\u00edpio de maximiza\u00e7\u00e3o, a um c\u00e1lculo instrumental das consequ\u00eancias como crit\u00e9rio para a classifica\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o como moral ou n\u00e3o, enquanto que a \u00e9tica das virtudes exige an\u00e1lises cuidadosas da situa\u00e7\u00e3o e do contexto em que o agente se encontra para determinar at\u00e9 que ponto um determinado tra\u00e7o de car\u00e1ter dever\u00e1 guiar a a\u00e7\u00e3o. Dessa maneira, um agente utilitarista provavelmente escolheria a mesma a\u00e7\u00e3o se a situa\u00e7\u00e3o se repetisse, mas um agente virtuoso poderia agir de maneiras diferentes em cada uma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, existem algumas semelhan\u00e7as entre as duas correntes de pensamento moral: em primeiro lugar, ambas apelam \u00e0 raz\u00e3o, e n\u00e3o \u00e0s emo\u00e7\u00f5es ou sentimentos, para definir o que \u00e9 moral; neste sentido, ambas est\u00e3o distantes do apelo aos sentimentos morais que os iluministas escoceses, como Hume e Adam Smith, definiram como bases da moral. Em segundo lugar, ambas colocam a felicidade como a meta buscada pela a\u00e7\u00e3o humana, ainda que o que entendem como tal seja distinta: se para os utilitaristas seria a maximiza\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre o prazer e a dor, para os eticistas da virtude, a felicidade reside numa vida conforme a raz\u00e3o. Por fim, \u00e9 preciso mencionar o aspecto mais \u00f3bvio: em flagrante contraste com a deontologia, ambas consideram as consequ\u00eancias do ato como crit\u00e9rio para a a\u00e7\u00e3o moral, ainda que no caso da \u00e9tica das virtudes isso n\u00e3o fique t\u00e3o n\u00edtido quanto no utilitarismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, existe, de fato, alguma forma de compatibilizar as \u00e9ticas da virtude e utilitarista? Neste pequeno ensaio, alguns argumentos ser\u00e3o examinados n\u00e3o com o intuito de resolver o enigma, mas de fornecer elementos para maiores reflex\u00f5es. O primeiro desses argumentos \u00e9 apresentado por Foot (1985), que considera as duas \u00e9ticas incompat\u00edveis; o segundo aponta para uma forma especial de utilitarismo (KILCULLEN, 1983), em que determinadas virtudes s\u00e3o promovidas pela sua compatibilidade com o princ\u00edpio utilitarista; o terceiro defende que a \u00e9tica das virtudes deve incorporar o racioc\u00ednio sobre as consequ\u00eancias (RUSSELL, 2014); por fim, o ponto de vista mais radical prop\u00f5e a compatibiliza\u00e7\u00e3o das duas correntes (CRISP, 1992).<\/p>\n\n\n\n<p>Philippa Foot, uma das mais conhecidas defensoras contempor\u00e2neas da \u00e9tica das virtudes, critica a possibilidade de concilia\u00e7\u00e3o entre as duas correntes morais aqui tratadas. A autora inicia sua abordagem afirmando ser not\u00e1vel o quanto o utilitarismo assombra mesmo aqueles que n\u00e3o acreditam nele, como se as pessoas sentissem que est\u00e1 correto mesmo quando insistem que est\u00e1 errado. Para ela, o erro fundamental do utilitarismo consiste em seu consequencialismo (embora isso seja exatamente o que o torna t\u00e3o atraente); dito de outra forma, o erro consiste em somar o bem-estar produzido pela a\u00e7\u00e3o em outras pessoas, um problema que, apesar de todas as tentativas de corrigi-lo, permanece em cada reformula\u00e7\u00e3o do utilitarismo. De acordo com Foot (1985), o problema b\u00e1sico consiste em uma pessoa, ao decidir agir, considerar qual seria o melhor estado de coisas (<em>state of affairs<\/em>) a ser produzido pela sua a\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 imposs\u00edvel faz\u00ea-lo sob um ponto de vista impessoal \u2013 e \u00e9 isso que deve ser exigido.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse quadro, Foot afirma que seria preciso considerar as virtudes para a defini\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o; em especial, a justi\u00e7a e a benevol\u00eancia aparecem como guias de a\u00e7\u00e3o mais adequados para gerar o \u201cmelhor estado de coisas\u201d do que as consequ\u00eancias. Em especial, se considerarmos a benevol\u00eancia como o bem dos outros, as a\u00e7\u00f5es morais por ela motivadas produziriam boas consequ\u00eancias sem a necessidade de considerar o utilitarismo. As virtudes, para a autora, s\u00e3o relacionadas \u00e0s finalidades da a\u00e7\u00e3o humana mais do que \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de regras. Al\u00e9m disso, as virtudes legitimam a a\u00e7\u00e3o moral por meio de um crit\u00e9rio interno \u00e0 pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o, ao passo que as consequ\u00eancias s\u00e3o externas (porque produzidas) a ela. Pode-se concluir que, para Foot (1985), a \u00e9tica das virtudes n\u00e3o apenas n\u00e3o precisa de qualquer considera\u00e7\u00e3o utilit\u00e1ria, como ainda \u00e9 capaz de fornecer um guia superior para a a\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n\n\n\n<p>John Kilcullen (1983) afirma que, para John Stuart Mill (1806 \u2013 1873), a virtude pode ser considerada como um fim em si mesmo, acima da pr\u00f3pria felicidade, porque \u00e9 capaz de garantir certos modos de conduta ou de sentimento que beneficiam mais o agente moral nos casos em que a virtude e a felicidade conflitem. Neste caso, afirma Kilcullen, \u00e9 preciso um compromisso do agente para com a virtude em si, n\u00e3o por causa dos efeitos que ela possa produzir; o agente moral deveria desinteressadamente buscar a virtude como uma \u201cgarantia\u201d de sua a\u00e7\u00e3o: ao ser virtuoso, esse agente simplesmente desconsidera quaisquer vantagens que possam advir da a\u00e7\u00e3o errada. Dessa forma, o argumento de Kilcullen apela para um certo tipo de utilitarismo de regras, em que a maximiza\u00e7\u00e3o do bem-estar ou da felicidade \u00e9 produzida pela ades\u00e3o a um comportamento virtuoso; n\u00e3o se trata, como o autor destaca, de um consequencialismo puro, e sim de reconhecer que as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o boas pelos seus efeitos tanto quanto por desenvolverem e preservarem disposi\u00e7\u00f5es \u00fateis (<em>useful dispositions<\/em>). Um agente \u201cvirtuoso-utilitarista\u201d (um termo que Kilcullen n\u00e3o usa, a prop\u00f3sito) seria uma pessoa confi\u00e1vel, agindo de uma certa forma mesmo quando parece haver vantagens em agir de outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste momento, pode-se analisar as posi\u00e7\u00f5es que defendem o di\u00e1logo entre as duas correntes de pensamento. Em primeiro lugar, apresenta-se a compatibiliza\u00e7\u00e3o sugerida por Daniel C. Russell, que organizou o <em>Cambridge Companion to Virtue Ethics<\/em>, publicado em 2013, e contribuiu para o volume da mesma cole\u00e7\u00e3o dedicado ao utilitarismo. Neste ensaio, ele afirma que as duas tradi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas s\u00e3o muito diferentes, mas, embora defenda a \u00e9tica das virtudes, h\u00e1 muito que esta pode aprender com o utilitarismo. Em primeiro lugar, Russell (2014) afirma que o pensamento sobre as consequ\u00eancias da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser confundido com o consequencialismo, e defende que a \u00e9tica das virtudes adote o pensamento sobre consequ\u00eancias, pois uma parte importante da a\u00e7\u00e3o virtuosa refere-se a buscar certos resultados em vez de outros (por exemplo, na generosidade, o que importa \u00e9 fazer coisas que realmente ajudem outras pessoas). Assim, pensar virtuosamente sobre as consequ\u00eancias \u00e9 importante, e envolve determinar quais consequ\u00eancias da a\u00e7\u00e3o realmente importam, moralmente falando.<\/p>\n\n\n\n<p>Russell (2014) tamb\u00e9m advoga o uso da intelig\u00eancia pr\u00e1tica nas consequ\u00eancias: a generosidade, como uma virtude, \u00e9 uma meta, mas \u00e9 preciso saber como ela opera, o que exige pensar nas consequ\u00eancias. Ele recorda que a busca por um objetivo virtuoso deve ser refletida tendo-se em mente que, ao faz\u00ea-lo, outros objetivos n\u00e3o poder\u00e3o ser perseguidos; numa situa\u00e7\u00e3o de recursos limitados, definir entre dois objetivos virtuosos (como doar dinheiro para a compra de equipamentos m\u00e9dicos ou para livros para a biblioteca) exige a intelig\u00eancia pr\u00e1tica, bem como o entendimento de quais s\u00e3o os resultados de cada a\u00e7\u00e3o virtuosa. Russell conclui seu artigo afirmando que, mesmo n\u00e3o sendo utilitarista, ele acredita que n\u00e3o existe virtude sem intelig\u00eancia pr\u00e1tica, e esta envolve o pensamento cuidadoso sobre as consequ\u00eancias; para o autor, os custos e os benef\u00edcios nem sempre s\u00e3o os crit\u00e9rios adequados para decidir como agir, mas os resultados da a\u00e7\u00e3o muitas vezes s\u00e3o o que importa, e por isso a \u00e9tica das virtudes tem muito a aprender com o utilitarismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto de vista mais radical, entretanto, \u00e9 poss\u00edvel. Roger Crisp (1992), outro autor conhecido pelas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e9tica das virtudes, afirma que o utilitarismo, ao considerar a moralidade a partir da produ\u00e7\u00e3o de utilidade, tende a distinguir entre um crit\u00e9rio de corre\u00e7\u00e3o moral e um procedimento decis\u00f3rio, concentrando-se no crit\u00e9rio; para ele, essa corrente moral fracassa como procedimento de tomada de decis\u00e3o. Crisp (1992) afirma que o utilitarismo confere o mesmo peso aos interesses e prefer\u00eancias das pessoas e advoga seu tratamento igualit\u00e1rio, e avalia diferentes posicionamentos a seu respeito, e defende uma vis\u00e3o que chamou de \u201cUtilitarismo Biogr\u00e1fico\u201d (UB), que parte da cr\u00edtica de Foot (1985) e conduz a um princ\u00edpio moral que pode ser sintetizado na f\u00f3rmula \u201cqualquer indiv\u00edduo deve viver de modo que a quantidade total de utilidade na hist\u00f3ria do mundo seja t\u00e3o pr\u00f3xima quanto poss\u00edvel do m\u00e1ximo\u201d, isto \u00e9, para cada pessoa, se ela viver de maneira tal que a utilidade total na hist\u00f3ria do mundo for menor do que poderia ser, sua vida teria sido pior do que poderia. \u00c0 luz desse princ\u00edpio, cada pessoa deveria viver de maneira a escolher as a\u00e7\u00f5es que maximizem a utilidade, tendo sempre em mente a motiva\u00e7\u00e3o de beneficiar os outros imparcialmente, mas isso somente serve para definir se as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o moralmente corretas, n\u00e3o servindo como procedimento decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Como solu\u00e7\u00e3o, Crisp (1992) sugere um \u201cutilitarismo das virtudes\u201d (UV), cujo princ\u00edpio b\u00e1sico postula que o agente deve agir virtuosamente e adotar o UB somente em certas ocasi\u00f5es. Para o autor, o utilitarismo n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0s virtudes, embora algumas teorias sobre as virtudes sejam incompat\u00edveis com ele. O UB pode ser visto como uma teoria <strong>objetiva <\/strong>que demonstra como um determinado tipo de vida pode ser certa ou errada, ao passo que o UV se relaciona com os processos decis\u00f3rios, tornando-se uma teoria <strong>subjetiva<\/strong> da maximiza\u00e7\u00e3o da utilidade. Crisp (1992) afirma que o utilitarismo das virtudes \u00e9 capaz de maximizar a utilidade, assim, o biogr\u00e1fico recomendaria a\u00e7\u00e3o conforme ele. A vida das virtudes, afirma o autor, \u00e9 a verdadeira vida moral, que deve adotar o interesse pelos outros e a sensibilidade em rela\u00e7\u00e3o a seus desejos e necessidades como fundamentos para o racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, percebe-se que, da oposi\u00e7\u00e3o radical de Foot ao utilitarismo, com a defesa das virtudes em seu lugar, pode-se chegar a uma compatibiliza\u00e7\u00e3o completa como a de Crisp e seu utilitarismo das virtudes. Dentre essas duas propostas, tem-se a defesa de Kilcullen do uso da virtude no utilitarismo e de Russell e a ado\u00e7\u00e3o do pensamento consequencialista na \u00e9tica das virtudes. A proposta compatibilista de Crisp parece radical demais para os eticistas \u201cpuros\u201d da virtude, mas as solu\u00e7\u00f5es de Kilcullen e Russell apontam para o uso de \u201cferramentas\u201d de uma filosofia \u00e9tica no contexto da outra, o que pode produzir bons resultados em termos da reflex\u00e3o moral. O objetivo da \u00e9tica das virtudes e do utilitarismo \u00e9 o mesmo, ou seja, a vida feliz; como alcan\u00e7\u00e1-la pode ser diferente, mas se \u201ctodos os caminhos levam a Roma\u201d, pode-se pensar que em algum momento eles realmente se cruzam.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias: <\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>CRISP, Roger. Utilitarianism and the life of virtue. <strong>The Philosophical Quarterly<\/strong>, v. 42, n. 167, p. 139 \u2013 160, Apr. 1992.<\/p>\n\n\n\n<p>FOOT, Philippa. Utilitarianism and the virtues. <strong>Mind \u2013 New Series<\/strong>, Oxford, v. 94, n. 364, p. 196 \u2013 209, Apr. 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>KILCULLEN, John. Utilitarianism and virtue. <strong>Ethics<\/strong>, Chicago, v. 93, n. 3, p. 451 \u2013 466, Apr. 1983.<\/p>\n\n\n\n<p>RUSSELL, Daniel C. What virtue ethics can learn from utilitarianism. In: EGGLESTON, Ben; MILLER, Dale E. (eds.). <strong>The Cambridge companion to utilitarianism<\/strong>. Cambridge (UK): Cambridge University Press, 2014. P. 258 \u2013 279.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 primeira vista, o utilitarismo e a \u00e9tica das virtudes s\u00e3o correntes de pensamento absolutamente incompat\u00edveis: o utilitarismo apela para um princ\u00edpio de maximiza\u00e7\u00e3o, a um c\u00e1lculo instrumental das consequ\u00eancias como crit\u00e9rio para a classifica\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o como moral ou n\u00e3o, enquanto que a \u00e9tica das virtudes exige an\u00e1lises cuidadosas da situa\u00e7\u00e3o e do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2593,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[184,124,127,129],"class_list":["post-2583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-articles","tag-utilitarianism","tag-utilitarismo","tag-virtudes","tag-virtues"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.2","language":"br","enabled_languages":["en","br"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"br":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Aristotelesbentham-150x150.jpg",150,150,true],"full":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Aristotelesbentham.jpg",1198,750,false]},"categories_names":{"3":{"name":"Articles","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/category\/articles\/"}},"tags_names":{"184":{"name":"utilitarianism","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/utilitarianism\/"},"124":{"name":"utilitarismo","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/utilitarismo\/"},"127":{"name":"virtudes","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/virtudes\/"},"129":{"name":"virtues","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/virtues\/"}},"comments_number":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2583"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2583\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2773,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2583\/revisions\/2773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}