{"id":2022,"date":"2020-04-10T19:51:33","date_gmt":"2020-04-10T22:51:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=2022"},"modified":"2021-02-23T16:25:21","modified_gmt":"2021-02-23T19:25:21","slug":"mindfulness-as-a-meditation-practice-and-as-an-individual-and-collective-characteristic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/mindfulness-as-a-meditation-practice-and-as-an-individual-and-collective-characteristic\/2020\/","title":{"rendered":"Mindfulness como pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o e como caracter\u00edstica individual e coletiva"},"content":{"rendered":"\n<p>A popularidade da <em>mindfulness<\/em> no campo acad\u00eamico e organizacional vem aumentando nos \u00faltimos anos, sendo usada como ferramenta para aumentar o desempenho organizacional e aumentar o bem-estar de seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo pretende trazer algumas defini\u00e7\u00f5es para o constructo, usado&nbsp;n\u00e3o apenas&nbsp;para descrever uma pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o,&nbsp;mas&nbsp;tamb\u00e9m uma caracter\u00edstica individual e coletiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mindfulness como uma pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Goleman e Schwartz definiram a medita\u00e7\u00e3o como &#8220;a auto-regula\u00e7\u00e3o intencional da aten\u00e7\u00e3o de um momento para o outro&#8221;&nbsp;(apud KABAT-ZINN, 1982, p. 34), sendo duas classes de medita\u00e7\u00e3o: medita\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o plena (<em>mindfulness<\/em>) (GOLEMAN apud KABAT-ZINN 1982).<\/p>\n\n\n\n<p>A medita\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o consiste na restri\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o a um \u00fanico objeto ou ponto, geralmente a experi\u00eancia da respira\u00e7\u00e3o, um mantra, um Koan (uma hist\u00f3ria, di\u00e1logo, afirma\u00e7\u00e3o ou pergunta usada na tradi\u00e7\u00e3o Zen Rinzai) ou um objeto visual.&nbsp;Na medita\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o, uma atividade mental que n\u00e3o \u00e9 a escolhida para ser o foco da aten\u00e7\u00e3o \u00e9 percebida como uma distra\u00e7\u00e3o (KABAT-ZINN, 1982).<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, a medita\u00e7\u00e3o do tipo <em>mindfulness<\/em> pressup\u00f5e concentra\u00e7\u00e3o para manter uma aten\u00e7\u00e3o constante, n\u00e3o restringindo a aten\u00e7\u00e3o a um objeto, mas fazendo uma observa\u00e7\u00e3o desapegada de um campo de objetos em constante mudan\u00e7a, momento ap\u00f3s momento (KABAT-ZINN, 1982).&nbsp;Primeiro, um objeto \u00e9 o ponto de concentra\u00e7\u00e3o e, depois que a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente constante, o campo de objetos de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 expandido, incluindo todos os eventos mentais e f\u00edsicos, exatamente como acontecem no tempo.&nbsp;Esta n\u00e3o \u00e9 uma tarefa trivial, pois a tend\u00eancia da mente vagar e se preocupar com o conte\u00fado de emo\u00e7\u00f5es e pensamentos, tendo o meditador que trazer de volta a aten\u00e7\u00e3o aos detalhes da realidade moment\u00e2nea, para voltar a aten\u00e7\u00e3o para o presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Kabat-Zinn (1982) sublinha que, na pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, mesmo a perambula\u00e7\u00e3o da mente n\u00e3o \u00e9 considerada uma distra\u00e7\u00e3o.&nbsp;Todo evento \u00e9 um objeto de observa\u00e7\u00e3o, sem import\u00e2ncia ou valor absoluto ou relativo em termos de seu conte\u00fado, sendo eles simplesmente observados \u00e0 medida que surgem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aten\u00e7\u00e3o individual<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para Sutcliffe et al.&nbsp;(2016) as defini\u00e7\u00f5es de aten\u00e7\u00e3o individual s\u00e3o mais convergentes do que divergentes, sendo comum nessas defini\u00e7\u00f5es que a aten\u00e7\u00e3o plena \u00e9 um estado espec\u00edfico de consci\u00eancia, no qual o indiv\u00edduo concentra sua aten\u00e7\u00e3o nos eventos do momento presente.&nbsp;Muitas das defini\u00e7\u00f5es encontradas por Sutcliffe et al.&nbsp;em sua revis\u00e3o em v\u00e1rios n\u00edveis da aten\u00e7\u00e3o plena nas organiza\u00e7\u00f5es, est\u00e1 enraizada na defini\u00e7\u00e3o de Brown e Ryan (2003, p. 822) do constructo, que aten\u00e7\u00e3o plena \u00e9 &#8220;o estado de estar atento e consciente do que est\u00e1 acontecendo no presente&#8221;, encontrado no Journal of Personality and Social Psychology.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores apontaram que a aten\u00e7\u00e3o e  a consci\u00eancia est\u00e3o entrela\u00e7adas e englobadas pela consci\u00eancia, que \u00e9 distinta de outros modos de processamento mental (como emo\u00e7\u00f5es, motivos e cogni\u00e7\u00f5es), sendo poss\u00edvel ser consciente de emo\u00e7\u00f5es, motivos, pensamentos e est\u00edmulos sensoriais e perceptivos.&nbsp;A aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 no fundo da consci\u00eancia, funcionando como um \u201cradar\u201d dela, monitorando o ambiente externo e interno.&nbsp;Mas pode-se estar ciente dos est\u00edmulos, sem coloc\u00e1-los no centro das aten\u00e7\u00f5es.&nbsp;Portanto, aten\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cum processo de focalizar a consci\u00eancia\u201d (BROWN e RYAN, 2003, p. 822).&nbsp;Como aten\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia geralmente s\u00e3o caracter\u00edsticas constantes, a aten\u00e7\u00e3o plena pode ser tratada como um n\u00edvel mais intenso de aten\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade atual ou \u00e0 experi\u00eancia atual (BROWN e RYAN, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p>As vis\u00f5es sobre <em>mindfulness<\/em> de Langer (1989) s\u00e3o semelhantes \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de Brown e Ryan, vendo-o como um estado de alerta e consci\u00eancia viva, que pode ser visto como consciente do contexto e da diferencia\u00e7\u00e3o, refinando v\u00e1rias categorias e distin\u00e7\u00f5es e criando novas, tendo um reconhecimento de contexto mais sutil.&nbsp;No modo irracional, o indiv\u00edduo depende de distin\u00e7\u00f5es que j\u00e1 foram desenhadas e de categorias que j\u00e1 foram definidas.&nbsp;Portanto, <em>mindfulness<\/em> e <em>mindlessness<\/em> n\u00e3o apenas se diferenciam quantitativamente entre si &#8211; como a quantidade de informa\u00e7\u00f5es sendo processadas &#8211; mas tamb\u00e9m de maneira qualitativa.&nbsp;As categorias que foram criadas anteriormente em um modo consciente (<em>mindful<\/em>) prendem o indiv\u00edduo quando este esta em um estado de baixa consci\u00eancia (<em>mindless<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mindfulness coletiva<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O construto da aten\u00e7\u00e3o coletiva foi desenvolvido inicialmente em estudos de organiza\u00e7\u00f5es de alta confiabilidade (<em>HROs<\/em> na sigla em ingl\u00eas), para explicar como eles evitam a cat\u00e1strofe e executam quase sem erros em condi\u00e7\u00f5es de tentativa (SUTCLIFFE, VOGUS e DANE, 2016).&nbsp;Geralmente, exemplos comuns de <em>HROs<\/em> s\u00e3o sistemas de controle de tr\u00e1fego a\u00e9reo, usinas de gera\u00e7\u00e3o de energia nuclear e \u00f4nibus espaciais&nbsp;(WEICK; SUTCLIFFE e OBSTFELD, 1999).&nbsp;Weick et al.&nbsp;(1999)&nbsp;apontam que as <em>HROs<\/em> se concentram na resili\u00eancia, antecipa\u00e7\u00e3o, fracasso em vez de sucesso, t\u00e1ticas e mudan\u00e7a em vez de estrat\u00e9gia e no momento presente e n\u00e3o no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Hannan e Freeman (1984, apud Weick et al., 1999) definiram confiabilidade como a capacidade de gerar repetidamente resultados coletivos com uma quantidade m\u00ednima de qualidade e atingir a confiabilidade organizacional para desenvolver rotinas altamente padronizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O engano da defini\u00e7\u00e3o anterior, segundo Weick et al.&nbsp;(1999) est\u00e1 em caracterizar&nbsp;confiabilidade&nbsp;como falta de varia\u00e7\u00e3o no desempenho.&nbsp;Eles apontam que, para a manuten\u00e7\u00e3o da confiabilidade do sistema, a situa\u00e7\u00e3o imprevista deve ser tratada, antecipando consequ\u00eancias acidentais.&nbsp;Considerar as rotinas como fonte de confiabilidade e, portanto, combinar estabilidade com varia\u00e7\u00e3o, torna mais dif\u00edcil entender o desempenho confi\u00e1vel sob condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para eles, a aten\u00e7\u00e3o plena em <em>HROs<\/em> \u00e9 mais sobre interpreta\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o fundamentada em recursos para a\u00e7\u00f5es do que tomada de decis\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de acidentes, e n\u00e3o apenas ativada pela novidade, mas \u00e9 mais como ter uma mentalidade cont\u00ednua que admite chances de que qualquer&nbsp;evento&nbsp;conhecido&nbsp;n\u00e3o seja perfeitamente conhecido e capaz de novidade.&nbsp;Em vez de a\u00e7\u00e3o hesitante, essa cautela cont\u00ednua \u00e9 expressa na revis\u00e3o ativa e no revisitamento ativo e cont\u00edno das suposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Induzindo uma pr\u00e1tica efetiva em <em>HROs<\/em> e a partir de investiga\u00e7\u00f5es de acidentes, Weick et al.&nbsp;(1999) viram um estado de aten\u00e7\u00e3o plena que parece ser criado por pelo menos cinco processos: preocupa\u00e7\u00e3o com o fracasso;&nbsp;relut\u00e2ncia em simplificar interpreta\u00e7\u00f5es;&nbsp;sensibilidade a opera\u00e7\u00f5es;&nbsp;compromisso com a resili\u00eancia;&nbsp;e subespecifica\u00e7\u00e3o de estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>A falha raramente \u00e9 vista nas <em>HROs<\/em> e, portanto, elas precisam estar preocupadas com algo que raramente ocorre.&nbsp;Nesse cen\u00e1rio em que as condi\u00e7\u00f5es de aprendizado n\u00e3o s\u00e3o ideais, as <em>HROs<\/em> devem tratar todas as falhas como janelas da sa\u00fade do sistema, analisando quase falhas e concentrando-se nas responsabilidades do sucesso.&nbsp;Weick et al.&nbsp;(1999, p. 41) afirmaram que nas <em>HROs<\/em> que s\u00e3o mais eficazes:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;complac\u00eancia \u00e9 interpretada como falha de esfor\u00e7o, desaten\u00e7\u00e3o \u00e9 interpretada como falha de vigil\u00e2ncia e habitua\u00e7\u00e3o \u00e9 interpretada como falha de ajuste cont\u00ednuo.&nbsp;Atender a poss\u00edveis falhas impl\u00edcitas no sucesso \u00e9 equivalente a agir no pressuposto de que qualquer sucesso atual torne o sucesso futuro menos prov\u00e1vel.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Simplificar a maneira como a situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 interpretada \u00e9 uma pr\u00e1tica comum nas organiza\u00e7\u00f5es, permitindo que os membros continuem ignorando os dados (Turner, 1978 apud Weick et al. 1999).&nbsp;Por\u00e9m, nas <em>HROs<\/em>, as implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o potencialmente perigosas, pois aumentam a possibilidade de eventual surpresa, limitando o n\u00famero de conseq\u00fc\u00eancias e precau\u00e7\u00f5es indesejadas que as pessoas tomam e permitindo que as intui\u00e7\u00f5es sejam desconsideradas, ac\u00famulo de anomalias e um crescimento mais s\u00e9rio de consequ\u00eancias indesejadas (Weick et 1999).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas <em>HROs<\/em>, a sensibilidade \u00e0s opera\u00e7\u00f5es \u00e9 geralmente descrita pela frase &#8220;ter a  bolha&#8221; emprestada da Marinha (ROBERTS e ROUSSEAU, 1989 apud WEICK et al. 1999).&nbsp;Para Endsley (1997, apud WEICK et al. 1999), a bolha \u00e9 an\u00e1loga \u00e0 no\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia situacional, definida como a percep\u00e7\u00e3o dos aspectos no ambiente dentro de um volume de espa\u00e7o e tempo e a compreens\u00e3o de seu significado, projetando seu status num futuro pr\u00f3ximo, algo que exija que os indiv\u00edduos compartilhem informa\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es.&nbsp;Ter a bolha refere-se a uma meta \u00e1rdua de um alto n\u00edvel de consci\u00eancia situacional, um quadro geral que qualquer operador forma (WEICK et al. 1999).&nbsp;Assim, segundo os estudos de Roth (1997 apud WEICK et al. 1999) sobre a tomada de decis\u00e3o do operador em emerg\u00eancias simuladas de usinas nucleares, a sensibilidade \u00e0s opera\u00e7\u00f5es \u00e9 obtida atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o coletiva compartilhada de hist\u00f3rias, avalia\u00e7\u00f5es situacionais com atualiza\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas, representa\u00e7\u00f5es mentais, conhecimento de interconex\u00f5es f\u00edsicas e par\u00e2metros dos sistemas da planta, m\u00faltiplas bolhas de tamanho vari\u00e1vel e diagn\u00f3stico ativo das limita\u00e7\u00f5es dos procedimentos pr\u00e9-planejados.&nbsp;Weick et al.&nbsp;(1999) afirmam que o trabalho de Roth deixa claro que as imagens como \u201cconsci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cbolha\u201d n\u00e3o s\u00e3o din\u00e2micas e profundas o suficiente para apreender o monitoramento cont\u00ednuo, a formula\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e a atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A resili\u00eancia est\u00e1 se recuperando de erros e lidando com surpresas no momento, utilizando a mudan\u00e7a que \u00e9 absorvida e sem esperar para responder ao ele acontecer (WEICK et al. 1999).&nbsp;As <em>HROs<\/em> tamb\u00e9m olham ambivalentemente para a aplicabilidade da experi\u00eancia passada, tendo simultaneamente cren\u00e7a e d\u00favida, algo importante para a a\u00e7\u00e3o adaptativa quando o perigo \u00e9 encontrado (WEICK, 1969; 1979 apud WEICK et al., 1999).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, nas organiza\u00e7\u00f5es com alto de n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o plena, a estrutura\u00e7\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua e a estrutura uma vari\u00e1vel, com projetos e rotinas fluidos (WEICK et al. 1999).&nbsp;Ao enfrentar o perigo, os <em>HROs<\/em> ganham flexibilidade realizando momentos de anarquia organizada (RASMUSSEN e BATSTONE, 1989; PERROW, 1994; VAUGHAN, 1996 apud WEICK et al., 1999), movendo a organiza\u00e7\u00e3o para uma estrutura de lata de lixo, onde<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;problemas, solu\u00e7\u00f5es, tomadores de decis\u00e3o e oportunidades de escolha s\u00e3o fluxos independentes que fluem atrav\u00e9s de um sistema.&nbsp;Esses fluxos s\u00e3o apreciados por seus hor\u00e1rios de chegada e partida e por quaisquer restri\u00e7\u00f5es estruturais que afetam quais solu\u00e7\u00f5es de problemas, e os tomadores de decis\u00e3o t\u00eam acesso a quais oportunidades&#8221;<\/em>(COHEN, MARCH e OLSEN, 1972 apud WEICK et al., 1999, p. 48).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao examinar uma anomalia, a hierarquia \u00e9 sutilmente trocada pela experi\u00eancia, permitindo que os problemas migrem e permitindo que um n\u00famero maior de pessoas compreenda as pistas e decida se elas implicam em um evento ou  em um problema transit\u00f3rio (WEICK et al., 1999).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>BOIN, Arjen et al. <strong>VOLUME III<\/strong>. 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>BROWN, Kirk Warren; RYAN, Richard M. The benefits of being present: mindfulness and its role in psychological well-being. <strong>Journal of personality and social psychology<\/strong>, v. 84, n. 4, p. 822, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>KABAT-ZINN, Jon. An outpatient program in behavioral medicine for chronic pain patients based on the practice of mindfulness meditation: Theoretical considerations and preliminary results. General hospital psychiatry, v. 4, n. 1, p. 33-47, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>LANGER, Ellen J. Minding matters: The consequences of mindlessness\u2013mindfulness. In: <strong>Advances in experimental social psychology<\/strong>. Academic Press, 1989. p. 137-173.<\/p>\n\n\n\n<p>SUTCLIFFE, Kathleen M.; VOGUS, Timothy J.; DANE, Erik. Mindfulness in organizations: A cross-level review. <strong>Annual Review of Organizational Psychology and Organizational<\/strong> <strong>Behavior<\/strong>, v. 3, p. 55-81, 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popularidade da mindfulness no campo acad\u00eamico e organizacional vem aumentando nos \u00faltimos anos, sendo usada como ferramenta para aumentar o desempenho organizacional e aumentar o bem-estar de seus membros. Este artigo pretende trazer algumas defini\u00e7\u00f5es para o constructo, usado&nbsp;n\u00e3o apenas&nbsp;para descrever uma pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o,&nbsp;mas&nbsp;tamb\u00e9m uma caracter\u00edstica individual e coletiva. 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