{"id":1873,"date":"2019-12-08T19:21:19","date_gmt":"2019-12-08T22:21:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.admethics.com\/?p=1873"},"modified":"2021-02-23T16:22:53","modified_gmt":"2021-02-23T19:22:53","slug":"mindfulness-as-a-practice-and-mindfulness-as-a-trait","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/mindfulness-as-a-practice-and-mindfulness-as-a-trait\/2019\/","title":{"rendered":"Mindfulness como pr\u00e1tica e Mindfulness como tra\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p>Hoje, a pesquisa sobre <em>mindfulness<\/em> \u00e9 uma das linhas de pesquisa que mais cresce, com sua influ\u00eancia se estendendo para al\u00e9m de estudos revisados \u200b\u200bpor pares, tendo uma grande ado\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica em programas de desenvolvimento e treinamento de empresas, aparecendo em programas de not\u00edcias, revistas cient\u00edficas dedicadas ao estudo do assunto e at\u00e9 aplicativos dedicados ao tema que podem ser baixados em quase todos os smartphones (SUTCLIFFE et al. 2016, p. 56).<\/p>\n\n\n\n<p>Grandes empresas como Target, General Mills, Intel e Google oferecem programas de treinamento em <em>mindfulness <\/em>aos seus trabalhadores (SCHAUFENBUEL, 2015). O curso do Google, chamado de &#8220;Search Inside Yourself&#8221;, foi criado com o objetivo de dar aos participantes habilidades para acalmar suas mentes, ganhar autoconhecimento e autoconsci\u00eancia e criar h\u00e1bitos mentais positivos como compaix\u00e3o. O criador do curso, Chade Meng-Tan, tentou iniciar os cursos de medita\u00e7\u00e3o antes do Search Inside Yourself, mas apenas o fez decolar quando alinhou o treinamento da mente com a intelig\u00eancia emocional, alcan\u00e7ando um n\u00famero maior de pessoas (BAER, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios da pr\u00e1tica da aten\u00e7\u00e3o plena (como normalmente o termo \u00e9 traduzido para o portugu\u00eas) n\u00e3o se restringem apenas na \u00e1rea dos neg\u00f3cios. Pesquisas recentes mostraram que a aten\u00e7\u00e3o plena facilitou a compaix\u00e3o dos alunos, ampliando os n\u00edveis de envolvimento e aumentando o desempenho acad\u00eamico (MIRALLES-ARMENTEROS et al., 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do campo acad\u00eamico, as pesquisas sobre <em>mindfulness<\/em> n\u00e3o est\u00e3o restritas a apenas a ela como uma t\u00e9cnica medita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como tra\u00e7os individuais e coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mindfulness individual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Sutcliffe et al. (2016) as defini\u00e7\u00f5es de <em>mindfulness <\/em>individual s\u00e3o mais convergentes do que divergentes, sendo comum nessas defini\u00e7\u00f5es que <em>mindfulness<\/em> \u00e9 um estado espec\u00edfico de consci\u00eancia, no qual o indiv\u00edduo concentra sua aten\u00e7\u00e3o nos eventos do momento presente. Muitas das defini\u00e7\u00f5es encontradas por Sutcliffe et al. em sua revis\u00e3o em v\u00e1rios n\u00edveis da aten\u00e7\u00e3o plena nas organiza\u00e7\u00f5es, est\u00e1 enraizada na defini\u00e7\u00e3o de Brown e Ryan (2003, p. 822) do constructo, que <em>mindfulness<\/em> \u00e9 &#8220;o estado de estar atento e consciente do que est\u00e1 acontecendo no presente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores apontaram que <em>Aten\u00e7\u00e3o <\/em>e <em>Awareness<\/em> est\u00e3o entrela\u00e7adas e englobadas pela <em>Consciousness <\/em>(ambas as palavras <em>Awareness <\/em>e <em>Consciouness <\/em>s\u00e3o traduzidas para o portugu\u00eas como \u201cconsci\u00eancia\u201d, por isso os termos foram mantidos na l\u00edngua inglesa) que \u00e9 distinta de outros modos de processamento mental (como emo\u00e7\u00f5es, motivos e cogni\u00e7\u00f5es), sendo poss\u00edvel ser consciente de emo\u00e7\u00f5es, motivos, pensamentos e est\u00edmulos sensoriais e perceptivos. <em>Awareness<\/em> est\u00e1 no fundo da <em>Consciousness<\/em><em>, <\/em>funcionando como um \u201cradar\u201d dela, monitorando o ambiente externo e interno. Mas pode-se ter consci\u00eancia dos est\u00edmulos, sem coloc\u00e1-los no centro das aten\u00e7\u00f5es. Portanto, <em>aten\u00e7\u00e3o <\/em>\u00e9 \u201cum processo de focaliza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia (<em>awareness<\/em>)\u201d (BROWN e RYAN, 2003, p. 822). Como aten\u00e7\u00e3o e <em>awareness<\/em> geralmente s\u00e3o caracter\u00edsticas constantes, a aten\u00e7\u00e3o plena pode ser tratada como um n\u00edvel mais intenso de <em>awareness<\/em> e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade atual ou \u00e0 experi\u00eancia atual (BROWN e RYAN, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p>As vis\u00f5es de Langer (1989) sobre <em>mindfulness<\/em> s\u00e3o semelhantes \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de Brown e Ryan, vendo-a como um estado de alerta e consci\u00eancia (<em>awareness<\/em>) viva, que pode ser vista como consciente do contexto e da diferencia\u00e7\u00e3o, refinando v\u00e1rias categorias e distin\u00e7\u00f5es e criando novas, tendo um reconhecimento de contexto mais nuan\u00e7ado. Em um estado com baixa aten\u00e7\u00e3o (<em>mindless<\/em>), o indiv\u00edduo depende de distin\u00e7\u00f5es que j\u00e1 foram desenhadas e de categorias que j\u00e1 foram definidas. Portanto, aten\u00e7\u00e3o plena e falta de aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas se diferenciam quantitativamente uma da outra &#8211; como a quantidade de informa\u00e7\u00e3o sendo processada &#8211; mas tamb\u00e9m de maneira qualitativa. As categorias que foram criadas anteriormente em um modo consciente ret\u00eam o indiv\u00edduo quando est\u00e3o em um estado de inconsci\u00eancia (<em>mindlessness<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mindfulness<\/em><\/strong><strong> coletiva<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O construto de <em>mindfulness<\/em> coletiva foi desenvolvido inicialmente em estudos de organiza\u00e7\u00f5es de alta confiabilidade (<em>HROs<\/em>, na sigla em ingl\u00eas), para explicar como elas evitam cat\u00e1strofes e atuam quase sem erros em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis (SUTCLIFFE, VOGUS e DANE, 2016). Normalmente, exemplos comuns de <em>HROs<\/em> s\u00e3o sistemas de controle de tr\u00e1fego a\u00e9reo, usinas de gera\u00e7\u00e3o de energia nuclear e \u00f4nibus espaciais (WEICK; SUTCLIFFE e OBSTFELD, 1999). Weick et al. (1999) apontam que as <em>HROs<\/em> se concentram na resili\u00eancia, antecipa\u00e7\u00e3o, fracasso em vez de sucesso, t\u00e1ticas e mudan\u00e7a em vez de estrat\u00e9gia e no momento presente e n\u00e3o no futuro. Hannan e Freeman (1984, apud Weick et al., 1999) definiram confiabilidade como a capacidade de gerar repetidamente resultados coletivos com uma quantidade m\u00ednima de qualidade e alcan\u00e7ar a confiabilidade organizacional para desenvolver rotinas altamente padronizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O engano da defini\u00e7\u00e3o anterior, segundo Weick et al. (1999) est\u00e1 em caracterizar confiabilidade como falta de varia\u00e7\u00e3o no desempenho. Eles apontam que, para a manuten\u00e7\u00e3o da confiabilidade do sistema, a situa\u00e7\u00e3o imprevista deve ser tratada, antecipando consequ\u00eancias acidentais. Considerar rotinas como fonte de confiabilidade e, portanto, combinar estabilidade com varia\u00e7\u00e3o, torna mais dif\u00edcil entender o desempenho confi\u00e1vel sob condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para eles, a aten\u00e7\u00e3o plena em <em>HROs<\/em> \u00e9 mais sobre interpreta\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o fundamentada em recursos para a\u00e7\u00f5es do que tomada de decis\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de acidentes, e n\u00e3o apenas ativada pela novidade, mas \u00e9 mais como ter uma mentalidade cont\u00ednua que admite chances de que qualquer evento conhecido n\u00e3o seja perfeitamente conhecido, e capaz de apresentar novidades. Em vez de a\u00e7\u00e3o hesitante, essa cautela cont\u00ednua \u00e9 expressa na revis\u00e3o ativa e cont\u00ednua das suposi\u00e7\u00f5es. Induzindo a pr\u00e1tica efetiva em <em>HROs<\/em> e a partir de investiga\u00e7\u00f5es de acidentes, Weick et al. (1999) viram que um estado de <em>mindfulness<\/em> que parece ser criado por pelo menos cinco processos: preocupa\u00e7\u00e3o com o fracasso; relut\u00e2ncia em simplificar interpreta\u00e7\u00f5es; sensibilidade a opera\u00e7\u00f5es; compromisso com a resili\u00eancia; e subespecifica\u00e7\u00e3o de estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Falhas s\u00e3o raramente vistas nas <em>HROs<\/em> e, portanto, elas precisam estar preocupadas com algo que raramente ocorre. Nesse cen\u00e1rio em que as condi\u00e7\u00f5es de aprendizado n\u00e3o s\u00e3o ideais, as <em>HROs<\/em> devem tratar todas as falhas como janelas da sa\u00fade do sistema, analisando quase-falhas e concentrando-se nas responsabilidades para se ter sucesso. Weick et al. (1999, p. 41) afirmaram que nas <em>HROs<\/em> que s\u00e3o mais eficazes:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>complac\u00eancia \u00e9 interpretada como falha de esfor\u00e7o, desaten\u00e7\u00e3o \u00e9 interpretada como falha de vigil\u00e2ncia e habitua\u00e7\u00e3o \u00e9 interpretada como falha de ajuste cont\u00ednuo. Atender a poss\u00edveis falhas impl\u00edcitas no sucesso \u00e9 equivalente a agir no pressuposto de que qualquer sucesso atual torne o sucesso futuro menos prov\u00e1vel.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Simplificar a maneira como a situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 interpretada \u00e9 uma pr\u00e1tica comum nas organiza\u00e7\u00f5es, permitindo que os membros continuem ignorando os dados (TURNER, 1978 apud WEICK et al. 1999). Por\u00e9m, nas HROs, as implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o potencialmente perigosas, pois aumentam a possibilidade de uma eventual surpresa, limitando o n\u00famero de consequ\u00eancias e precau\u00e7\u00f5es indesejadas que as pessoas tomam e permitindo que as intui\u00e7\u00f5es sejam desconsideradas, ac\u00famulo de anomalias e um crescimento mais s\u00e9rio de consequ\u00eancias indesejadas (WEICK et 1999).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas <em>HROs<\/em>, a sensibilidade \u00e0s opera\u00e7\u00f5es \u00e9 geralmente descrita pela frase &#8220;<em>having the bubble<\/em>&#8221; emprestada da Marinha americana (ROBERTS e ROUSSEAU, 1989 apud WEICK et al. 1999). Para Endsley (1997, apud WEICK et al. 1999), a bolha \u00e9 an\u00e1loga \u00e0 no\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia situacional, definida como a percep\u00e7\u00e3o dos aspectos no ambiente dentro de um volume de espa\u00e7o e tempo e a compreens\u00e3o de seu significado, projetando seu status em um futuro pr\u00f3ximo, algo que exige que os indiv\u00edduos compartilhem informa\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es. \u201c<em>Having the bubble\u201d<\/em> refere-se a uma meta \u00e1rdua de um alto n\u00edvel de consci\u00eancia situacional, um quadro geral que qualquer operador forma (WEICK et al. 1999). De acordo com os estudos de Roth (1997 apud WEICK et al. 1999) sobre a tomada de decis\u00e3o do operador em emerg\u00eancias simuladas de usinas nucleares, a sensibilidade \u00e0s opera\u00e7\u00f5es \u00e9 alcan\u00e7ada atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o coletiva compartilhada de hist\u00f3rias, avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o com atualiza\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas, representa\u00e7\u00f5es mentais, conhecimento de interconex\u00f5es f\u00edsicas e par\u00e2metros dos sistemas da planta, m\u00faltiplas bolhas de tamanho vari\u00e1vel e diagn\u00f3stico ativo das limita\u00e7\u00f5es dos procedimentos pr\u00e9-planejados. Weick et al. (1999) afirmam que o trabalho de Roth deixa claro que as imagens como &#8220;consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;bolha&#8221; n\u00e3o s\u00e3o din\u00e2micas e profundas o suficiente para apreender o monitoramento cont\u00ednuo, a formula\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e a atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Resili\u00eancia \u00e9 ao mesmo tempo se recuper de erros e lidar com surpresas,<br>utilizando a mudan\u00e7a que \u00e9 absorvida e sem esperar para um erro acontecer para responder (WEICK et al. 1999). As <em>HROs<\/em> tamb\u00e9m olham ambivalentemente para a aplicabilidade da experi\u00eancia passada, tendo simultaneamente cren\u00e7a e d\u00favida, algo importante para a a\u00e7\u00e3o adaptativa quando o perigo \u00e9 encontrado (WEICK, 1969; 1979 apud WEICK et al., 1999).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, nas organiza\u00e7\u00f5es conscientes (<em>mindful organizations<\/em>), a estrutura\u00e7\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua e a estrutura uma vari\u00e1vel, com projetos e rotinas fluidos (WEICK et al. 1999). Ao enfrentar o perigo, as <em>HROs<\/em> ganham flexibilidade realizando momentos de anarquia organizada (RASMUSSEN e BATSTONE, 1989; PERROW, 1994; VAUGHAN, 1996 apud WEICK et al., 1999), movendo a organiza\u00e7\u00e3o para uma estrutura de lata de lixo, onde<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>problemas, solu\u00e7\u00f5es, tomadores de decis\u00e3o e oportunidades de escolha s\u00e3o fluxos independentes que fluem atrav\u00e9s de um sistema. Esses fluxos s\u00e3o apreciados por seus hor\u00e1rios de chegada e partida e por quaisquer restri\u00e7\u00f5es estruturais que afetam quais solu\u00e7\u00f5es de problemas, e os tomadores de decis\u00e3o t\u00eam acesso a quais oportunidades.<\/p><cite> COHEN, MARCH e OLSEN, 1972 apud WEICK et al., 1999, p. 48 <br><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao examinar uma anomalia, a hierarquia \u00e9 sutilmente trocada com a experi\u00eancia, permitindo que os problemas migrem e permitindo que um n\u00famero maior de pessoas compreenda as dicas inovadoras e decida se elas implicam em um evento ou problema transit\u00f3rio (WEICK et al., 1999).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mindfulness<\/em><\/strong><strong> como uma pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Goleman e Schwartz definiram medita\u00e7\u00e3o como \u201ca auto regula\u00e7\u00e3o intencional da aten\u00e7\u00e3o de um momento para o outro\u201d (apud KABAT-ZINN, 1976, p. 34), sendo duas classes de medita\u00e7\u00e3o: medita\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o plena (GOLEMAN apud KABAT-ZINN, 1977).<\/p>\n\n\n\n<p>A medita\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o consiste na restri\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o a um \u00fanico objeto ou ponto, geralmente a experi\u00eancia da respira\u00e7\u00e3o, um mantra, um Koan (uma hist\u00f3ria, di\u00e1logo, afirma\u00e7\u00e3o ou pergunta usada na tradi\u00e7\u00e3o Zen Rinzai) ou um objeto visual. Na medita\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o, uma atividade mental que n\u00e3o \u00e9 a escolhida para ser o foco da aten\u00e7\u00e3o \u00e9 percebida como uma distra\u00e7\u00e3o (KABAT-ZINN, 1982).<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, a medita\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o plena pressup\u00f5e a concentra\u00e7\u00e3o para manter uma aten\u00e7\u00e3o constante, n\u00e3o restringindo a aten\u00e7\u00e3o a um objeto, mas fazendo uma observa\u00e7\u00e3o desapegada de um campo de objetos em constante mudan\u00e7a, momento ap\u00f3s momento (KABAT-ZINN, 1982). Em primeiro lugar, um objeto \u00e9 o ponto de concentra\u00e7\u00e3o e, depois que a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente constante, o campo de objetos sob aten\u00e7\u00e3o \u00e9 expandido, incluindo todos os eventos mentais e f\u00edsicos, ao passo que tais eventos acontecem no tempo. Esta n\u00e3o \u00e9 uma tarefa trivial, pois a tend\u00eancia de a mente vagar e se preocupar com o conte\u00fado de emo\u00e7\u00f5es e pensamentos, tendo o meditador que trazer de volta a aten\u00e7\u00e3o aos detalhes da realidade moment\u00e2nea, para voltar a aten\u00e7\u00e3o para o presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Kabat-Zinn (1982) sublinha que, na pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, mesmo a perambula\u00e7\u00e3o da mente n\u00e3o \u00e9 considerada uma distra\u00e7\u00e3o. Todo evento \u00e9 um objeto de observa\u00e7\u00e3o, sem import\u00e2ncia ou valor absoluto ou relativo em termos de seu conte\u00fado, sendo eles simplesmente observados \u00e0 medida que surgem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n\n\n<p>BAER, D. Here\u2019s What Google Teaches Employees in its \u2018Search Inside Yourself\u2019Course. <strong>Business Insider<\/strong>, 2014. Retrieved from &lt;https:\/\/www.businessinsider.com\/search-insideyourself-googles-life-changing-mindfulness-course-2014-8&gt;. Accessed on: 31 Oct. 2019.<\/p>\n\n\n<p>BROWN, Kirk Warren; RYAN, Richard M. The benefits of being present: mindfulness and its role in psychological well-being. <strong>Journal of personality and social psychology<\/strong>, v. 84, n. 4, p. 822, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>KABAT-ZINN, Jon. An outpatient program in behavioral medicine for chronic pain patients based on the practice of mindfulness meditation: Theoretical considerations and preliminary results. <strong>General hospital psychiatry<\/strong>, v. 4, n. 1, p. 33-47, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>LANGER, Ellen J. Minding matters: The consequences of mindlessness\u2013mindfulness. In: <strong>Advances in experimental social psychology<\/strong>. Academic Press, 1989. p. 137-173.<\/p>\n\n\n\n<p>MIRALLES-ARMENTEROS, Sandra et al. Mindfulness and academic performance: The role of compassion and engagement. <strong>Innovations in Education and Teaching International<\/strong>, p. 1-11, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>SCHAUFENBUET, Kimberty. Why Googte, Target, and GeneraL MiLLs Are Investing in Mindfutness. <strong>Havard Business Review<\/strong>, 2015. Retrieved from: <https:\/\/hbr.org\/2015\/12\/why-google-target-and-general-mills-are-investing-in-mindfulness>. Accessed on: 31 Oct. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>SUTCLIFFE, Kathleen M.; VOGUS, Timothy J.; DANE, Erik. Mindfulness in organizations: A cross-level review. <strong>Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior<\/strong>, v. 3, p. 55-81, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>WEICK, Karl E.; SUTCLIFFE, Kathleen M.; OBSTFELD, David. Organizing for high reliability: Processes of collective mindfulness. <strong>Crisis management<\/strong>, v. 3, n. 1, p. 81-123, 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, a pesquisa sobre mindfulness \u00e9 uma das linhas de pesquisa que mais cresce, com sua influ\u00eancia se estendendo para al\u00e9m de estudos revisados \u200b\u200bpor pares, tendo uma grande ado\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica em programas de desenvolvimento e treinamento de empresas, aparecendo em programas de not\u00edcias, revistas cient\u00edficas dedicadas ao estudo do assunto e at\u00e9 aplicativos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1876,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[247,226,245,249,246,248,244,243],"class_list":["post-1873","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-articles","tag-atencao-plena","tag-attention","tag-awareness","tag-consciencia","tag-consciousness","tag-meditacao","tag-meditation","tag-mindfulness"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.2","language":"br","enabled_languages":["en","br"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"br":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Mindfulness-in-Public-Schools-2-1024x772-150x150.jpg",150,150,true],"full":["https:\/\/www.admethics.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Mindfulness-in-Public-Schools-2-1024x772.jpg",1008,410,false]},"categories_names":{"3":{"name":"Articles","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/category\/articles\/"}},"tags_names":{"247":{"name":"aten\u00e7\u00e3o plena","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/atencao-plena\/"},"226":{"name":"attention","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/attention\/"},"245":{"name":"awareness","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/awareness\/"},"249":{"name":"consci\u00eancia","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/consciencia\/"},"246":{"name":"Consciousness","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/consciousness\/"},"248":{"name":"medita\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/meditacao\/"},"244":{"name":"meditation","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/meditation\/"},"243":{"name":"mindfulness","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/tag\/mindfulness\/"}},"comments_number":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1873"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1873\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2722,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1873\/revisions\/2722"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}