{"id":1556,"date":"2019-10-04T15:39:27","date_gmt":"2019-10-04T15:39:27","guid":{"rendered":"https:\/\/admethics.com\/?p=1556"},"modified":"2019-11-28T18:23:09","modified_gmt":"2019-11-28T21:23:09","slug":"truth-transcendence-and-logic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.admethics.com\/br\/truth-transcendence-and-logic\/2019\/","title":{"rendered":"Verdade, transcend\u00eancia e l\u00f3gica"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 muito comum que pessoas n\u00e3o consigam concatenar as ideias mais simples. A l\u00f3gica, como quest\u00e3o filos\u00f3fica que \u00e9, nos ajuda a compreender as formas de pensamento e visa a determina\u00e7\u00e3o do que \u00e9 e do que n\u00e3o \u00e9 verdade. Para muitas pessoas a l\u00f3gica \u00e9 incompreens\u00edvel, ou seja, n\u00e3o conseguem juntar quest\u00f5es elementares do dia a dia. Neste sentido, compreender o que de fato \u00e9 verdadeiro torna-se tarefa dific\u00edlima para essas pessoas. Fil\u00f3sofos da mais alta estima acreditavam, bem como muitos dos contempor\u00e2neos ainda acreditam que h\u00e1 verdade al\u00e9m da capacidade humana, ou seja, por meio da transcend\u00eancia. Entretanto, alguns fil\u00f3sofos introduziram algumas quest\u00f5es de forma a ofuscar a concep\u00e7\u00e3o que o homem tinha da realidade em certo momento da hist\u00f3ria. Guilherme de Ockham foi o que prop\u00f4s a doutrina do nominalismo, que nega a exist\u00eancia real dos universais. Nesta concep\u00e7\u00e3o, os termos universais seriam ent\u00e3o rebaixados a nomes que servem de base para a nossa pr\u00f3pria conveni\u00eancia. Aquilo que os fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos acreditavam, estava agora sendo questionado se de fato h\u00e1 uma fonte de verdade superior e independente do homem, como citado por Richard M. Weaver. Weaver descreve que:&nbsp;<em>\u201ca nega\u00e7\u00e3o de tudo quanto transcenda a experi\u00eancia significa, inevitavelmente, a nega\u00e7\u00e3o da verdade \u2013 embora possam existir caminhos que limitem isso. Com a nega\u00e7\u00e3o da verdade objetiva, n\u00e3o h\u00e1 como escapar do relativismo do `homem, medida de todas as coisas\u00b4\u201d. <\/em>Desta forma, o homem sofre com um grande problema proposto por Weaver que \u00e9 o fato de o homem, caso esteja alinhado agora por suas pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es de verdades limitadas aos seus sentidos, de um problema ao qual ele chama de constitucional, ou seja, tudo aquilo que o homem acredita se d\u00e1 pelas suas pr\u00f3prias ignor\u00e2ncias dado a sua racionalidade e limita\u00e7\u00e3o. Nas concep\u00e7\u00f5es crist\u00e3s, por exemplo, esta transcend\u00eancia proposta pelos fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos se d\u00e1 em Deus ou mais precisamente em Jesus Cristo. Assim, h\u00e1 verdade al\u00e9m da capacidade humana, uma capacidade superior e que obviamente vem desta transcend\u00eancia. Dado essa nega\u00e7\u00e3o da transcend\u00eancia e posicionamento a favor agora do nominalismo, bem como ao racionalismo, o homem se volta para si mesmo. Neste sentido, o homem julga baseado por m\u00e9todos de interpreta\u00e7\u00f5es e dados fornecidos pelos seus sentidos. Com esta ideia o homem se torna extremamente limitado e vulner\u00e1vel aos seus sentidos. Essas quest\u00f5es foram extremamente disseminadas por nomes como Hobbes e Locke e os nacionalistas do s\u00e9culo XVIII, assim, o homem s\u00f3 precisa raciocinar a partir das evid\u00eancias fornecidas pela natureza. Weaver descreve que:&nbsp;<em>\u201cessa \u00e9 a base racional da ci\u00eancia moderna, cuja sistematiza\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos \u00e9 um meio para o dom\u00ednio, como declarou Bacon em Nova Atl\u00e2ntida.\u201d. <\/em>Veja, compreender as quest\u00f5es l\u00f3gicas fundamentais e reconhecer a verdade&nbsp;al\u00e9m do pressuposto humano \u00e9&nbsp;imprescind\u00edvel para os dias atuais. Vivemos em um ambiente em que nossos desejos mais&nbsp;ferozes est\u00e3o sendo reconhecidos e validados como&nbsp;\u201cnormais\u201d. &nbsp;Atuamos hoje, na modernidade, como seres propensos aos nossos sentidos, ou seja, a verdade n\u00e3o \u00e9 mais essencial, mas ela \u00e9 agora subserviente aos nossos pr\u00f3prios instintos, ao nosso bel-prazer ou como descrito por Weaver sobre racionalismo que olha&nbsp;apenas para a natureza como resposta a tudo, esquecendo da&nbsp;transcend\u00eancia em que h\u00e1 verdade al\u00e9m da capacidade humana. Nosso objetivo deve ser o de reconhecer que somos limitados e buscar a verdade acima&nbsp;de todas as coisas. Reconhecer&nbsp;nossas limita\u00e7\u00f5es e buscar a verdade nos ajuda a agirmos logicamente em nosso dia a dia e a n\u00e3o cair nas fal\u00e1cias mais&nbsp;\u201chumanas\u201d que possam existir. Cair no&nbsp;nominalismo e no consequente racionalismo \u00e9 negar a verdade e fazer de si mesmo o seu pr\u00f3prio deus. O humanismo \u00e9 a religi\u00e3o do seu pr\u00f3prio umbigo. No&nbsp;evangelho de Jo\u00e3o no cap\u00edtulo 8 e vers\u00edculo 32 diz:&nbsp;<em>\u201cE conhecereis a verdade, e a verdade vos libertar\u00e1\u201d. <\/em>Reconhecer e buscar a verdade \u00e9 um caminho inteligente e l\u00f3gico para uma vida boa. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito comum que pessoas n\u00e3o consigam concatenar as ideias mais simples. 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